Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/10/2019

No filme “Simplesmente Acontece”, a protagonista Rosie, interpretada pela atriz Lily Collins, enfrenta as dificuldades físicas, sociais e psicológicas resultantes de uma gravidez precoce. Não distante da ficção, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa latino-americana de nascimento de filhos de adolescente entre 15 e 19 anos é a maior do mundo. Desse modo, a gravidez na adolescência trás prejuízos tanto na questão de saúde pessoal, quanto social.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar que a gravidez na adolescência trás riscos param ambos, mãe e filho. Durante a gestação, a jovem pode apresentar sérios problemas de saúde, físicos e emocionais, sendo que o efeito psicológico causado nas meninas que se tornam mães precocemente é permanente. Além disso, segundo dados do Ministério da saúde (MS), a criança corre o risco de possuiu uma saúde enfraquecida e pode desenvolver doenças imunológicas logo cedo.

Em segundo plano, cabe pontuar o contexto social em que a maior parte dessas jovens estão inseridas. O perfil socioeconômico é, em sua grande maioria: habitantes de periferia, apresentam baixa escolaridade e dificuldades financeira. Sendo assim, devido ao pouca encaminhamento sobre o assunto, as adolescentes não recebem a orientação necessária sobre educação sexual, bem como métodos contraceptivos.

Portanto, embora os dados do Ministério da Saúde apontem que o número de grávidas adolescentes reduziu em 17% desde 2015, o governo, através do MS, deve promover campanhas midiáticas que alertem e divulguem as consequências da gravidez na adolescência e a disponibilidade de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa maneira, os jovens serão mais conscientes em relação a esse assunto e os números sobre a gravidez precoce serão reduzidos.