Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/10/2019
No Brasil,a taxa de nascimento a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, de 2010 a 2015, foi de 64, segundo a Organização Mundial da Saúde. A gravidez na adolescência traz inúmeros riscos para a vida das garotas. Duas esferas são a evasão escolar e a falta de informação sobre os métodos contraceptivos.
A gravidez precoce tem aumentado o índice de evasão escolar, assunto que é de extrema importância para o país. Várias adolescentes, agora mães, com o aumento da responsabilidade de ter que cuidar de uma criança, largam a sua própria educação. Isso é devido a falta de apoio e de suporte apropriado pela escola. As necessidades físicas das jovens como os enjoos e, após o nascimento do bebê, as amamentações, as atrapalham nesse âmbito e os funcionários não têm nenhuma prepraração para ajudá-las e orientá-las.
A reportagem feita pelo Profissão Repórter mostra o caso de uma menina, de 14 anos, a qual não sabia que, para fazer efeito, devia-se tomar diariamente a pílula anticoncepcional. Muitas adolescentes, na maioria em lugares mais pobres, são vítimas da falta de informação sobre os métodos contraceptivos. Tal fato se dá pela dificuldade em que as famílias possuem em dialogar sobre o assusto. Diversos pais ainda tem um tabu ou não se sentem confortáveis para para terem uma conversa adequada, então, preferem deixá-la de lado e grande maioria depositam essa responsabilidade na escola. Assim, milhares de meninas ficam vulneráveis a doenças e principalmente a se tornarem gestantes.
Diante dos fatos mencionados faz-se necessário que as autoridades invistam na educação das alunas grávidas ou das que já tiveram seus filhos. Esse por meio de programas de apoio e preparação para articular funcionários para receber as estudantes e contratação de psicólogos. É primordial também que o Ministério da Saúde promova campanhas sobre a saúde sexual, além de incentivar as famílias a falarem sobre o assunto abertamente e desde a pré-adolescência.