Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/09/2019

O número de casos de gravidez na adolescência vem diminuindo, porém o percentual ainda é relevante. Assim como pensava o poeta brasileiro do século XX, Carlos Drummond de Andrade, esse fenômeno representa as pedras que estão no meio do caminho as quais compromete a saúde das meninas e dos bebês. Isso se evidencia não só pela falta de diálogo, mas também pela evasão escolar.

Primordialmente, vê-se que apesar do acesso à informação ser expressivamente alcançada, o desconhecimento dos métodos contraceptivos é uma realidade entre os jovens e contribui significativamente para a ocorrência de gravidez precoce. Ademais, isso é vivenciado pela falta de educação sexual, sendo uma pedra no meio do caminho que impossibilitam os jovens de prevenir a gestação. É indiscutível, que infelizmente existe uma grande dificuldade em introduzir o assunto sexo na vida dos adolescentes, pois os conservadores entendem que o diálogo estará incentivando o ato.

Outrossim, cabe salientar que a gravidez na adolescência submetem as jovens o afastamento das atividades escolares e consequência disso é a dificuldade de obter um trabalho qualificado. De acordo com o portal G1, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola, dessa forma terão uma escolaridade inferior exigida no mercado de trabalho, e terão dificuldade de ingressar em um campo profissional. É indispensável afirmar que com essa realidade triste a jovem e o bebê terão dificuldades em obter uma condição de vida favorável.

Indubitavelmente, portanto, providências são necessárias para resolver esse impasse. As escolas, devem promover debates por meio de parceria com a família, que são os mais responsáveis pela formação cotidiana do indivíduo. Espera-se, com isso, que a prevenção da gravidez na adolescência torne pautas no dia a dia dos jovens, e com as medidas propostas as pedras que estavam no meio do caminho podem ser removidas.