Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/09/2019
É possível afirmar que o casamento precoce não é fator determinante para a gravidez na adolescência, tendo em vista dados do Ministério da Saúde, que indicam que o Brasil tem um índice maior do que o de países como a Índia ou o Paquistão, que permitem casamento infantil. Isso se deve, sobretudo, ao despreparo das instituições de ensino e das famílias em relação a educação sexual e baixas perspectivas de vida da população marginalizada.
Paulo Freire, importante educador brasileiro, acreditava que sem educação a sociedade não muda. Nesse viés, percebe-se a negligência das escolas em relação a educação sexual de crianças e adolescentes, que não podem evitar a gravidez sem sequer conhecer o próprio corpo e o seu funcionamento. Desse modo, além da ineficiência do sistema educacional, há também o desamparo das instituições às estudantes enquanto gestantes, que não recebem atendimento qualificado, como a assistência domiciliar- Direito previsto na Constituição de 1988, ocasionando evasão escolar e gerando impactos sociais e econômicos.
Destarte, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior incidência de gravidez na adolescência ocorre entre jovens em situação de vulnerabilidade. Bem como o deficitário sistema educacional brasileiro, o sistema de saúde também não corresponde ao esperado, haja vista a dificuldade desses de obter auxílio profissional, desde a prevenção e seus métodos, até a assistência pré e pós natal, diminuindo, também, os índices de aborto em clínicas clandestinas e os seus conseguintes efeitos.
Portanto, para atenuar os índices de gravidez na adolescência, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em consonância com o Ministério da Saúde, promovam trabalhos trabalho de educação em nível individual, familiar e comunitário. Ademais, projetos sociais, propagandas e maiores investimentos no sistema de saúde e a viabilização dos métodos contraceptivos, especialmente às comunidades carentes, afim de mitigar a gravidez precoce e os possíveis riscos a adolescente e ao feto. Por conseguinte, esse problema de saúde pública diminuirá consideravelmente, facilitando, assim, o desenvolvimento do País em todos os âmbitos.