Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/09/2019
No documentário brasileiro ‘Meninas”, dirigido por Sandra Werneck, é apresentado a vida de quatro “meninas-mães”. Nessa obra, é explorado o cotidiano e os desafios enfrentados por essas e outras jovens mulheres brasileiras. Diante disso, frustra constatar a forma como a gravidez na adolescência é problema enfrentado pelo Brasil, posto que os e a indiferença educativa familiar e a desigualdade social são alicerces dessa problemática.
Em primeiro plano, é imperioso destacar que sexualidade precoce, é muitas vezes acompanhada de não instrução. Sob essa perspectiva, o psicanalista Sigmund Freud teoriza a forma como muitas assuntos pessoais, sobretudo sexualidade, é acompanhada de restrições ao diálogo. Partindo desse pressuposto, é compreensível que e expressividade numérica de jovens nas maternidades seja significativa, posto que a iniciação na sexualidade não é devidamente debatida nos lares durante a formação social e sexualística dos filhos.
De outra parte, os dados estatístico -no que diz respeito à gravidez por regiões e classe social das adolescentes - demonstram a desigualdade social. Em face disso, o médico brasileiro Dráuzio Varella, discute índices que apresentam que a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade, é negra e vive nas regiões menos economicamente desenvolvidas do país. Nesse sentido, a dimensão do problema que envolve a gravidez na adolescência é dotada de potencializadores sociais que induzem um ciclo de miséria. Dessa maneira, entende-se o panorama vivenciado como uma problemática social que exige ressignificação.
Depreende-se, pois, a essencialidade de atenuar este descompasso social. Para esse fim, o núcleo familiar, em ação coadunada com as instituições escolares, deve debater e instruir os adolescentes, vide diálogo seja entre pais e filhos, seja entre educadores e discentes, a fim de promover um quadro educativo de prevenção. Além disso, cabe as autarquias de apoio a família oferecer amparo as mães precoces, mediante a promoção de oportunidades para educação e qualificação profissional, com o intuito de oferecer meios para reduzir os impactos dessa problemática. Feito isso, a gravidez no período juvenil terá números reduzidos e desdobramentos atenuados.