Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 18/09/2019

Em 2008, a série “A vida secreta de uma adolescente americana” trouxe à tona a história de Amy Junergen, uma jovem que enfrenta uma gravidez não planejada. Agora, Amy precisa conciliar sua vida materna com os estudos. De maneira análoga ao caso de Amy, vê-se com frequência adolescentes engravidando precocemente no Brasil. Essa problemática advém de diversos fatores, como a falta de educação sexual nas escolas e parte da população ser desinformada. Nesse sentido, subterfúgios precisam ser encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.

Mormente, é axiomático que o âmbito escolar tem demasiada relevância para os juvenis. Se houvesse uma educação sexual, além de desfavorecer a violência quanto a orientação sexual, também seria ensinado a importância dos métodos contraceptivos e da responsabilidade que os jovens precisam ter no ato. Esse conhecimento é o inverso da erotização da criança. Ela tem a finalidade de levar informação e conhecimento sobre tudo o que diz respeito ao corpo. Contudo, não é isso que acontece nas escolas brasileiras.

Faz-se mister, ainda, salientar que a desinformação sobre os métodos contraceptivos ainda existe. Dados da ONU mostram que o Brasil avançou na disseminação dos anticoncepcionais para as mulheres. Entretanto, as adolescentes, especialmente as de classe baixa, continuam sem o acesso a esses meios, além de não terem instrução e impasses familiares e religiosos para o uso das pílulas contraceptivas. Todavia, esse problema ainda está longe de ser resolvido.

Segundo a Folha de São Paulo, o número de adolescentes grávidas caiu 17% entre os anos 2004 e 2015. Para que isso continue acontecendo no Brasil hodierno, o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, deve investir mais em propagandas sobre essa temática, por meio das mídias digitais, televisivas e em postos de saúde, para propagarem as informações acerca dos métodos contraceptivos gratuitos. Ademais, o Ministério da Educação(MEC), deve criar um projeto escolar nas escolas de ensino médio para ajudar os adolescentes a se prevenirem e terem responsabilidade no ato sexual. Essa medida de acontecer por meio de professores e enfermeiros auxiliando os alunos em horários contrários as aulas. Desse modo, é possível diminuir ainda mais os índices de gravidez na adolescência.