Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/09/2019
Fenômeno relevante na sociedade brasileira atual, a gravidez na adolescência no Brasil preocupa a sociedade como um todo dado aos problemas decorrentes de tal fato. No cenário em questão, a negligência entre os jovens aliado a desigualdade social urgem como causas principais dos problemas. Dessa forma, politicas públicas a fim de reduzir o fenômeno tem caráter emergencial.
Diante do exposto, o descuido entre os jovens atua como uma das causas que potencializam os quadros de gravidez na adolescência. Essa situação é explicada pela teoria do hedonismo do filósofo Aristipo, a qual caracteriza se na concepção do prazer como critério das ações humanas. Isso se dar de forma que o jovem, na busca por satisfação sexual, negligencia o uso do preservativo no ato, além de optar por métodos contraceptivos inseguros, como o coito interrompido, os quais resultam na gravidez. Nesse quadro, há como consequência o desenvolvimento de depressão pós parto, ou seja, a rejeição do recém nascido pela mãe, além de promover, em casos mais graves, o surgimento de DSTs. Logo, políticas com o objetivo de retardar o fenômeno são essenciais.
Ademais, a desigualdade social fomenta também o problema. A população de baixa renda, por exemplo, é vítima da falta de informação e do acesso á saúde pública de qualidade, o que resulta em gravidez precoce. Tal fato é retratado pelo programa Globo Repórter, o qual entrevista meninas grávidas entre 15 a 19 anos dentro das comunidades brasileiras; essas, por sua vez, têm como fator comum, a falta da educação sexual, que é pautada, sobretudo, na informação acerca de métodos contraceptivos, como usá-los e em sua distribuição gratuita em postos de saúde. No contexto em questão, surge como consequência a evasão escolar, isto é, a saída da escola devido à necessidade das jovens mães de buscar um trabalho para sustentar o filho e até mesmo para cria-lo em casa. Problemática que acomete grande parte das brasileiras e exige atenção.
Portanto, politicas públicas com o objetivo de amenizar os casos de gravidez na adolescência e seus problemas tem caráter emergencial. Para isso, o governo, órgão responsável por gerir o país, deve investir em campanhas midiáticas voltadas para a educação sexual, por meio da exposição de dados que ilustrem as consequências do sexo sem proteção, como o número de DSTs, gravidez indesejadas e depressões pós-parto entre as jovens brasileiras, com o objetivo de incitar a responsabilidade entre os jovens. Ademais, é necessária também a disposição de assistentes sociais e agentes de saúde nas escolas, sobretudo das comunidades, os quais devem ensinar sobre o uso de métodos contraceptivos e sanar dúvidas do assunto, por meio de palestras e debates. Ambas as medidas visando por fim as mazelas decorrentes da gravidez precoce.