Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/09/2019
A modernização da medicina, amplamente desenvolvida desde o período da Idade Média, permitiu à população maior expectativa de vida, bem como redução na taxa de fecundidade. No entanto, às meninas em fase de adolescência a gravidez é comum e apresenta altos índices, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, é palpável afirmar que esse assunto é preocupante à sociedade e ao Estado, visto que reflete a precariedade de informações e educação sexual, de modo a trazer prejuízos à mulher e ao bebê, não só físicos, como psicológicos e sociais.
Sob esse viés, mostra-se necessário maior investimento governamental no que diz respeito à instituição da educação sexual nas escolas brasileiras, porquanto a elevada taxa de gestantes com idade de 15 a 19 anos está diretamente ligada a carência de informações e condições financeiras desvantajosas. Isto é, a falta, tanto de ciência quanto de acesso, vista principalmente em localidades em que prevalece o índice de pobreza, a métodos contraceptivos, bastante eficazes, atualmente, devido a evolução tecnológica médica, é um dos empecilhos para a minimização dessa problemática. Como consequência disso, há uma grande quantidade de meninas que morrem em decorrência da não adaptação corporal à gravidez ou até mesmo pela realização de aborto em clínicas clandestinas - 50 mil adolescentes, em 5 anos, conforme dados da Pesquisa Nacional de 1996.
Ainda nesse contexto, a gravidez na adolescência não traz prejuízos apenas à mãe e ao pai, mas também à criança, já que se trata de indivíduos, em sua maioria, incapacitados, financeira e psicologicamente, de exercer de maneira efetiva a maternidade e a paternidade. Ou seja, assim como os pai, o bebê cresce sem possuir tanta perspectiva de vida e é mais suscetível a doenças e a permanecer na condição de pobreza. Como produto disso, o desenvolvimento ético e moral de um indivíduo nessas condições se torna importuno e dificultoso, pois, frequentemente, está associado a um ambiente violento e, assim, extremamente favorável à marginalização e integração ao mundo do crime.
Faz-se evidente, portanto, que, inobstante existam diversos métodos para reduzir a taxa fecundidade entre mulheres de 15 a 19 anos, a falta de acesso ainda é uma barreira a ser enfrentada. Dessa forma, com o fito de minimizar o casos de gravidez na adolescência, é necessário que o Estado torne obrigatória a educação sexual nas instituições de ensino, por meio do financiamento de cursos qualificadores aos professores para abordarem esse tema, de maneira a, além de expor sobre as formas de contracepção, falar acerca de temas como doenças sexualmente transmissíveis, para com isso formar jovens responsáveis e cientes de seus atos.