Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Com a Revolução Industrial, houve o desenvolvimento de vários ramos da saúde e, consequentemente, nos métodos contraceptivos. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que mesmo com os avanços nos meios que impossibilitam a ocorrência da gravidez, ainda há um crescente índice de natalidade, principalmente entre os jovens. Diante disso, é relevante ressaltar que este fato é expandido pro fatores como, pobreza, vulnerabilidade social e falta de orientação sexual por parte do Estado e da família.

É indubitável que os maiores índices de gravidez entre adolescentes estão em países subdesenvolvidos. Nesse contexto, é importante enfatizar que este fato tem relação com a desigualdade social encontrada nesses locais, tendo em vista que neles há as maiores taxas de pobreza do mundo, além de vulnerabilidade social, sendo assim acometidos com problemas sociais como a gravidez da parcela jovem da população, por não terem acesso a informações sobre a temática ou por pouca assistência governamental. É válido analisar que de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, países como Brasil, Argentina e Bolívia, tiveram, entre os anos de 2010 a 2015, mais de 60 nascimentos a cada mil adolescentes.

Além disso, é apropriado salientar que segundo Albert Einsten, se os homens não mudarem sua maneira de pensar não serão capazes de resolverem problemas causados por eles mesmos. Dessa forma, é de suma importância a reflexão dos indivíduos sobre a temática da gravidez entre adolescentes no país e suas consequências para seus desenvolvimentos sociais e pessoais, tendo em vista o debate sobre o assunto, principalmente com os jovens, acarretaria melhor entendimento e redução de casos de gestações nessa faixa etária. Ademais, auxiliaria as famílias a desmistificarem a conversa com os adolescentes sobre educação sexual, proporcionando melhores informações sobre prevenção, métodos contraceptivos, DST’s e gravidez.

Portanto, é notória a problemática da gravidez na adolescência no Brasil. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas de conscientização sobre a temática da gravidez entre adolescentes e suas consequências para a vida da jovem e da criança, além de ressaltar a importância do uso dos contraceptivos. Ademais, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, devem criar programas de educação sexual nas escolas, onde seriam disponibilizados palestras e atendimentos com médicos e psicólogos, além de abrirem espaço para a participação da família nessa questão de sexualidade, podendo ser discutida abertamente. Com isso, objetiva-se a construir uma sociedade mais consciente sobre a temática, além de reduzir os casos de gravidez na adolescência.