Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/10/2019
A constituição de 1988 intitulada como “cidadã” tem como principal tese a igualdade de todos perante a lei. Entretanto, na prática não é apresentado essa realidade, já que as pessoas de baixa renda são desprovidas de uma educação e saúde de qualidade. Nesse sentido, as mulheres dessa camada social apresentam maiores chances de engravidar na fase da adolescência. Visto que a negligência governamental e o risco de vida que esses jovens pode passar, são consequências dessa problemática.
Nessa perspectiva, uma universitária tem em média 1,1 filhos, mas já uma com baixo nível de escolaridade tem 4,4 filhos, dado mencionado pelo médico Dráuzio Varela. É factual, portanto a falta de visibilidade que o Estado dá a educação pública, haja vista que as pessoas não conseguem ter uma boa orientação, por conta do baixo investimento nesse setor. Por esse motivo, os jovens entram em uma vida sexual sem saber medidas preventivas contra uma gravidez indesejada e assim, interrompe de forma incompleta o período da adolescência. Bem como propagandas do governo que estimulam o uso de preservativos, não são apresentadas de forma recorrente, em que geralmente são vistas somente em período de carnaval, ou seja nem de forma direta ou indireta é possível perceber uma preocupação do país com o futuro dessa parte da população.
Além disso, é importante destacar que o aborto é um ato ilegal no Brasil, mas mesmo assim é notável a quantidade de casos ocorridos. Por conseguinte, as mulheres também colocam sua vida em risco, já que não tem um acompanhamento adequado, e mesmo que o corpo seja um prioridade privada do indivíduo, conforme foi dito pelo filósofo John Locke, a vida é um direito intrínseco e único, logo é preciso preservá-la, mesmo contra a própria vontade. No entanto, existem pessoas que aceitam a gravidez indesejada, pondo no mundo uma criança, uma vez que grande parte das mulheres não consegue voltar à busca por um emprego de forma competitiva, dessa forma a necessidade do trabalho infantil é vista como alternativa de renda.
Portanto, fica claro os riscos que jovens passam pelo fato da ausência de orientação nessa fase da vida. Por isso, cabe ao Ministério da educação e cultura junto com o de saúde ensinar os adolescentes como evitar os problemas que a gravidez precoce traz, por meio de propagandas e palestras que mostrem a importância dos preservativos e também como usá-los, a fim de formar cidadãos preparados para um mercado competitivo, sem que nada interrompa seu desenvolvimento, para que consiga administrar uma família com as estrutura adequadas. Somente assim, o futuro da juventude será a melhor e mais segura possível.