Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/10/2019

A gravidez precoce é classificada como um problema de saúde pública e, no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa é de cerca de 68,4%. Desse modo, mesmo com a Revolução Sexual, a qual promoveu a utilização de anticoncepcionais, medicamentos que permitem um maior controle da vida sexual, possibilitando o planejamento familiar, a desinformação e a desigualdade social são fatores que ainda levam à uma gestação, muitas vezes, indesejada.

Primeiramente, a falta de informações acerca de questões relacionadas à sexualidade e reprodução é um dos motivos principais que acarretam em gravidez na adolescência. Dessa forma, o filósofo Immanuel Kant, ao expor que o homem é aquilo que a educação faz dele, permite a compreensão de que o fator educacional é preponderante, já que molda o indivíduo, pois ao transmitir conhecimento, estimula a criticidade e o uso da razão nas mais diversas situações. Com isso, nota-se que a educação é indispensável para a formação escolar e de mundo do indivíduo, o que contribui para a redução dos casos de gestação precoce.

Outrossim, a desigualdade social também contribui para a ocorrência desse problema de saúde pública, já que a pobreza e a falta de perspectiva condicionam o homem a estabelecer uma vida medíocre. Diante disso, o princípio do Determinismo, o qual estabelece que o meio influencia o comportamento e ações humanas, corrobora com a situação evidenciada, na medida em que, um local com baixa qualidade de vida e oportunidades, concentra mais adolescentes grávidas. Logo, a desigualdade dos cidadãos direciona as atitudes a serem tomadas.

Portanto, as escolas, em parceria com profissionais da saúde, devem intensificar palestras de educação sexual direcionadas adolescentes, realizadas semestralmente, com o intuito de informar os alunos sobre métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis e consequências e perigos da gravidez na adolescência, de forma a preveni-la. Além disso, cabe ao Governo Federal, juntamente com empresas, promover a criação de postos de trabalho destinados a adolescentes de baixa renda, a partir do mapeamento de jovens nessa situação, a fim de estabelecer perspectivas em relação ao futuro, aumentar a qualidade de vida e, assim, diminuir as gestações precoces.