Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Quando o inglês Thomás More desenvolveu o livro “Utopia”, no século XVI, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela a ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, uma vez que a gravidez na adolescência, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Essa situação é ocasionada por falta de contraceptivos e mantidas pelas as falhas do Estado em tratar a questão.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o pensador Thomás Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, as jovens entre 14 a 19 anos, cada vez engravidando mais cedo, rompe essa harmonia, haja vista que muitas delas podem sofrer graves riscos com uma gravidez precoce. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mais de 75% das adolescentes que tem filhos abandonam á escola. Dessa forma, percebe-se que esse problema só será amenizado com o conhecimento sobre os riscos de uma gestação antecipada.

Outro ponto que merece atenção está relacionada às consequências geradas por esse contexto. Como efeito negativo dessa problemática estão os danos que muitas das jovens podem sofrer. Segundo o Ministério da Saúde (MS), 66% das meninas que engravidam não desejavam isso no momento, o que aumenta os riscos mais ainda, pois, muitas delas não estavam preparadas para começar uma gestação, o que aumenta a taxa de abortos, depressão pôs parto, pré-natal tardios e riscos para a mãe e para o bebê. Tal situação ocorre devido ão sexo desprotegido, muitas das vezes os jovens não tem conhecimentos sobre métodos contraceptivos e acabam praticando o ató sem conhecimento, também tem a questão da falta do diálogo dos jovens com os pais, pois muitas das vezes sentem vergonha ou receio de tocar no assunto.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que os Postos de Saúdes disponibilizam mais contraceptivos seguros para a população, e os pais devem acompanhar a vida de seus filhos, principalmente dos adolescentes, dando conselhos e orientando sobre a vida sexual. A mídia por sua vez, deve dar mais atenção à problemática, fazendo propagandas e campanhas para alertar os jovens de como prevenir uma gravidez precoce. As escolas também deve investir em aulas de orientação sexual para os jovens e pais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da gravidez precoce, e a coletividade alcançará a Utopia de More.