Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/10/2019
A Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura o direito à educação a todos os cidadãos brasileiros. Evidencia-se, no entanto, uma educação sexual muito precária e resulta, portanto, em diversos casos de gravidez na adolescência. Em suma, entender a importância do ensino sexual, em ambientes de vivência, é capaz de impedir as consequências advindas da gravidez precoce, como também retardar a sexualidade imatura na juventude.
Em primeiro ponto, em se tratando de concepção precoce, é necessário ressaltar o início da vida sexual da população. Assim sendo, segundo dados do portal de notícias, a virgindade é perdida, em média, aos 13 anos, idade que a pessoa é considerada, ainda, adolescente de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente). Além disso, para o filósofo John Locke, o ser humano ao nascer é como uma tábua rasa e que, ao decorrer da vida, ele adquire experiências. Em concordância com o filósofo, indivíduos aos 13 anos ainda são incapazes de lidar com as consequências da gravidez, visto que ainda não adquiriram experiências suficientes e não possuem a mente totalmente sólida.
Aliada a isso, é notável a existência de uma conjuntura social na qual ainda é um tabu ensinar sexualidade aos adolescentes. Dessa forma, ao negligenciar o ensino, a população torna-se incapaz de saber as consequências da gravidez prematura, as quais se evidenciam pelo risco de haver prematuridade do bebê, morte materna devido a imaturidade do corpo e pela evasão escolar. Diante disso, a educação torna-se necessária, tanto para obter conhecimento das sequelas, bem como para compreender o uso dos métodos contraceptivos. Em síntese, corrobora-se para a tese de Immanuel Kant, a qual ressalta que é na educação que assenta a solução para os problemas da humanidade.
É inequívoco , portanto, que a gravidez na adolescência é, principalmente, uma problemática educacional e, assim, necessita-se de medidas. Dessa forma, o Ministério da Educação investir na promoção de cursos aos pais e professores nas escolas, por meio de palestrantes capacitados, que possam alertá-los sobre a necessidade e como conversar com os mancebos sobre os perigos da concepção antecipada e, também, sobre os métodos contraceptivos, a fim de haver diálogo entre os responsáveis e o jovens. Dessa maneira, será possível, gradativamente, desconsiderar a educação sexual como um tabu e, por conseguinte, diminuir os casos de gravidez, bem como afirmar o benefício da educação previsto na Constituição Federal Brasileira.