Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/10/2019

O filme “Juno” mostra a vida da personagem adolescente, a qual dá título ao filme, que engravida de um colega de turma e as dificuldades vividas nesse momento. Analogamente, no Brasil atual, esse cenário é comum. Isso se evidencia não só pelo preconceito em se falar sobre sexo em casa, mas também pela falta de educação sexual de qualidade.

Em um primeiro plano, é indubitável como conversas sobre relações sexuais com os pais são um tabu. Analogamente, isso ocorre em diversos pontos na sociedade brasileira, como no assunto drogas, o qual também é um grande problema que ocorre no país. Ainda por cima, frequentemente, é dito que sexo só deve ser discutido dentro de casa. Contudo, a Organização Mundial da Saúde divulgou em relatórios sobre os efeitos da educação sexual no comportamento dos jovens que quanto mais informação de qualidade sobre o assunto mais tarde se inicia a vida sexual. Em síntese, é imprescindível que haja uma mudança no pensamento do brasileiro.

Outrossim, é notório que uma educação sexual de qualidade diminui os índices de gravidez entre jovens menores de 18 anos. Por exemplo, a Holanda, na década de 1960, começou um programa de saúde sexual que resultou na menor taxa de adolescentes grávidas na Europa. Além disse, segundo a UNESCO, em torno de 95% dos meninos e meninas sexualmente ativos desse país usam preservativo. Dessa forma, percebe-se que o Brasil ao não investir numa instrução sexual para seus jovens está influenciando negativamente no bem-estar da população, logo, ações são urgentes.

Em vista dos fatos supracitados, faz necessária a adoção de medidas que venham diminuir a gravidez entre adolescentes. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, criar uma componente curricular sobre educação sexual e também rodas de conversas com os pais e responsáveis nas escolas, sempre com a participação de psicólogos e médicos, a fim de que a comunidade esteja bem informada e que os jovens se protejam. Por consequência, o país terá pessoas responsáveis e abertas ao diálogo.