Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/10/2019
A música “Papa Don’t Preach”, da cantora Madonna, retrata os dilemas da vida de uma jovem grávida que encontra resistência do pai em demonstrar acolhimento. Embora seja uma obra ficcional, a composição evidencia características análogas ao contexto brasileiro, em que a gravidez na adolescência persiste. Logo, esse desleixo, parental e social, é inaceitável, sendo um risco à saúde física e psicossocial dessas moças.
A priori, importa ressaltar a impossibilidade de uma gestação sadia em um entorno desfavorável e omisso. Nesse sentido, segundo o jornal O Globo, há uma maior concentração de gravidez precoce em regiões carentes, sobressaindo entre mulheres de baixa escolaridade. Além disso, essa desinformação gera intolerância familiar e dificulta garantias, como o pré-natal que é fundamental para uma gestação saudável e para que o nascimento do bebê tenha o mínimo de riscos para ambos, evitando até a morte no parto. Por certo, demanda-se providência estatal.
Outrossim, deve-se analisar a experiência emocional decorrente da indiferença social sobre a adolescente gestante. Desse modo, segundo a ginecologista Sue Yazak Sun, no puerpério, o peso das novas dinâmicas sociais, intensificam doenças psicológicas. Nesse viés, tradições misóginas tendem a culpabilizar apenas a jovem, construindo intransigências que geram, infelizmente, falta de perspectiva e quadros de depressão, sendo que o caráter preventivo deve partir de todos. Portanto, urge o combate a esses rótulos por meio de educação e orientação adequada.
Em suma, a fim de atenuar esse quadro é preciso isto: que o Ministério da Educação integre à grade curricular o ensino sobre sexualidade, por intermédio de aulas preventivas, preparadas por profissionais da saúde físico mental, que exemplifiquem os riscos à vida, as quais utilizarão de análise crítica de recursos artísticos, como filmes temáticos, com fins de esclarecimento emocional. Ademais, o Ministério da Saúde, embasado no preparo familiar, deve atuar em ações diligentes, por meio de agentes de saúde, em comunidades pobres. Assim, evita-se casos como o da música.