Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/10/2019
O sucesso cinematográfico “Preciosa” conta a história de Claireece Jones, uma jovem de dezesseis anos que enfrenta vários problemas junto a gravidez de seu segundo filho. De forma análoga a ficção, a realidade das mães adolescentes, no Brasil, é evidenciada como um fator que causa sérias consequências sociais e educacionais. Desse modo, dois aspectos devem ser analisados para solucionar esse impasse: a falta de discussão sobre o tema e os riscos à saúde.
A princípio, as discussões sobre a gravidez na adolescência, muitas vezes, são negligenciadas pelas escolas e familiares. Assim, segundo o filósofo Jürgen Habermas, o dialogo é uma forma de se chegar à melhorias sociais. Dessa forma, seguindo a lógica de Habermas ao debater acerca desse assunto os jovens se tornam capazes de desenvolver um consenso para a prevenção de gravidezes indesejadas, visto que a informação é um importante para os avanços sociais. Sendo assim, é imprescindível que essas instituições quebrem o tabu criado sobre essa temática.
Além disso, a gestação precoce pode trazer riscos a saúde para as jovens mães. A esse respeito, a biologia explica que o endométrio - popularmente conhecido como parede do útero- é responsável pela manutenção do feto e apenas atinge sua maturidade aos 21 anos. Nesse viés, antes do amadurecimento completo, poderá haver a má formação do feto e risco a vida da mãe adolescente, o que se mostra grave problema a ser combatido pela efetiva educação sexual. Nesse sentido, enquanto o Estado e a Família se mantiverem omissos continuará ocorrendo este fenômeno: a gravidez na adolescência.
Logo, para reduzir casos como o da ficção “Preciosa” é necessário medidas para atenuar esse obstáculo. Portanto, o Ministério da Educação , junto às escolas, deve desconstruir o tabu sobre discutir o tema gravidez na juventude, por meio de aulas capazes de demonstrar, com eficácia os problemas advindos da gestação precoce, como o aborto espontâneo e a má formação fetal, para que meninos e meninas percebam os riscos a que estão expostos. Ademais, a família precisa viabilizar a educação sexual desde a infância, por intermédio de diálogos sobre sexualidade, a fim de que se reduza gravidezes antecipadas.