Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/10/2019

Assim como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força externa atue sobre ele mudando seu percurso, a gravidez na adolescência é uma problemática que permanece em evidência no Brasil.Nessa perspectiva, o país possui uma alta taxa de fecundidade adolescente, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde(OMS).Com isso, ao invés de funcionar como o meio capaz de alterar o caminho desse entrave, a combinação de barreiras como a falta de investimentos estatais em saúde e a desinformação do indivíduo acerca da educação sexual contribuem para a situação vigente.

Em uma primeira análise, é importante destacar o descumprimento por parte do poder público no tocante ao artigo 196 da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que todos os indivíduos brasileiros devem ter acesso à saúde pública gratuita e de qualidade.Isso ocorre porque é frequente a ausência de um tratamento médico e psicológico adequado às mães grávidas na adolescência, aliado a dúvidas que podem surgir nesse contexto.Dessa forma, a negligência estatal e má gestão podem trazer consequências negativas para mãe e filho, como doenças e morte prematura.

Sob outro ângulo, conforme preconizado pelo grande educador Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.Nesse sentido, há a falta de um sistema educacional que prime pelo ensino aos jovens sobre educação sexual, a respeito da importância da prevenção e segurança e os resultados da indiferença.Desse modo, o indivíduo é prejudicado, pois há uma lacuna no seu aprendizado quanto a seus deveres pessoais e interpessoais no que se refere à saúde pública.

Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança desse caminho.Assim, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com as Organizações Não Governamentais(ONGs) da área de saúde, crie projetos que destinem recursos públicos ao auxílio para mães adolescentes, por meio de acompanhamento pré-natal até os cuidados com o recém nascido, de modo a garantir o cumprimento dos direitos do indivíduo garantidos pela Constituição.Concomitantemente,é essencial que as escolas estimulem a criação de matérias extracurriculares que demonstrem a importância da educação sexual e zelem pelo ensino da mesma, através de projetos com o poder público e iniciativa privada, para que a desinformação individual sobre o tema seja combatida.Sendo assim, o Governo, entidades sociais e escolas poderiam funcionar como a força descrita por Newton, mitigando os efeitos negativos da gravidez na adolescência em evidência no Brasil.