Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Assim como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força externa atue sobre ele mudando seu percurso, a gravidez na adolescência é uma problemática que historicamente persiste no Brasil.Nessa perspectiva, tal fato é demonstrado pela alta taxa de fecundidade adolescente do país, divulgada em dados da Organização Mundial da Saúde(OMS).Com isso, ao invés de funcionar como o meio capaz de alterar o caminho desse entrave, a combinação de barreiras como a ausência de uma educação sexual presente no sistema escolar e a falta de investimentos estatais em saúde contribuem para a situação vigente.
Em uma primeira análise, conforme preconizado pelo grande educador Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.Nesse sentido, há a falta de uma metodologia educacional que prime pelo ensino aos jovens sobre educação sexual, a respeito da prevenção, segurança e os resultados da indiferença.Desse modo, o indivíduo é prejudicado, pois há uma lacuna no seu aprendizado quanto a seus deveres pessoais e interpessoais referentes à saúde pública.
Sob outro ângulo, é importante destacar o descumprimento por parte do poder público no tocante ao artigo 196 da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que todos os indivíduos têm direito ao acesso à saúde pública gratuita e de qualidade.Nessa lógica,é frequente a ausência de um tratamento médico e psicológico adequado às mães adolescentes, aliado ás dúvidas que podem surgir nesse contexto devido à falta de um amparo social.Dessa forma, a negligência, má gestão e baixa aplicação de recursos financeiros por parte do Estado podem trazer consequências negativas para mãe e filho, como morte e doença prematura.
Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança desse caminho.Assim, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com as Organizações não Governamentais(ONGs) da área de saúde, crie projetos que destinem recursos públicos ao auxílio de mães adolescentes, por intermédio de acompanhamento pré natal até os cuidados com o recém nascido, de modo a garantir o cumprimento dos direitos do indivíduo garantidos pela Constituição.Concomitantemente, é essencial que as escolas estimulem a criação de matérias extracurriculares que demonstrem a importância da educação sexual e zelem pelo ensino da mesma, por meio de projetos com o poder público e iniciativa privada, para que a desinformação individual sobre o tema seja combatida.Sendo assim,o Governo, entidades sociais e escolas poderiam funcionar como a força descrita por Newton, mitigando os efeitos da gravidez adolescente em evidência no Brasil.