Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/11/2019

No filme Juno, a protagonista engravida com apenas 16 anos e passa por várias indecisões pensando até em suicídio e aborto, mas acaba optando por entregar o bebê para um casal. Não distante da ficção, no Brasil há o problema crescente de gravidez na adolescência, onde diferente de Juno não à opção de aborto. Com isso surge tal problemática que persiste intrínseca na sociedade brasileira tanto pela falta de educação sexual, quanto pela ausência de debates acerca de contraceptivos.

Mormente, faz-se mister atentar para a negligência do Estado, que não investe em educação sexual para adolescentes nas escolas, o que dificulta a resolução do problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma gravidez precoce tem quatro vezes mais chance de acontecer com adolescentes com nível de educação baixa e vulnerabilidade social. Nesse sentido, é de fácil percepção o quão importante é o conhecimento sobre a reprodução sexual, já que a sexualidade feminina ainda é um tabu para muitas famílias. Logo, é inadmissível tal postura estatal.

Outrossim, é a falta de informação no que diz respeito aos métodos contraceptivos, que são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema único de saúde e podem impedir que a menina desenvolva problemas de saúde com a gestação precoce. Segundo o revolucionário marxista Ernesto Guevara “O conhecimento nos faz responsáveis”. Conquanto, os jovens são privados acerca não só das maneiras de evitar uma gravidez, como também das infecções sexualmente transmissíveis. Nesse contexto, a desinformação além de gerar um bebê, pode custar a vida dos indivíduos.

Portanto, medidas cabíveis são imprescindíveis para a resolução do impasse. Para que os jovens possam ter uma vida sexual ativa de maneira responsável, urge que o Ministério da Educação juntamente com o ministério da saúde inclua como componente curricular a educação sexual, por meio de aulas de prevenção a gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis, a fim de que os alunos aprendam quais os meios de prevenção e como conseguir gratuitamente pelo SUS. Ademais, deve haver palestras para os pais acerca da importância de informar os adolescentes e como eles podem colaborar para isso. Dessa maneira, evitando que mais meninas sofram o mesmo que a personagem Juno.