Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/10/2019
O filme Juno retrata a vida de uma jovem de 16 anos que precisa enfrentar uma gravidez precoce. Tal obra fictícia, está intimamente ligada a realidade de inúmeras jovens brasileiras. Com isso, a influência da falta de diálogos familiares bem como, as ações governamentais frente a tal problemática corroboram para a sua manutençãos.
A princípio, é essencial ressaltar os efeitos da falta de informações por parte da família para a gravidez na adolescência. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira de pensar dotada da exterioridade, generalidade e coercitividade. Dessa maneira, a forma como o sexo é tratado como tabu pelos familiares, encaixa-se em tal teoria supracitada, pois ao passo que o jovens não possuem contanto dentro de casa com as informações e responsabilidades advinda do sexo, formulam suas experiências como bases empíricas.
Outrossim, é válido analisar o papel governamental para a problemática. Nesse viés, partindo do princípio de que a educação de qualidade deve ser acessível a todos, consoante a Constituição Federal de 1988, o modelo vigente apesenta inúmeras falhas. Visto que, o cenário de ignorância frente a assuntos fundamentais para desenvolvimento de adolescentes, como a educação sexual preventiva na grade escolar, resultam para o Brasil gravidez imatura, junto com a evasão escolar por falta de alternativas de como conciliar a nova fase da vida.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes no entrave abordado. Posto isso, urge do Ministério da Educação e Cultura(MEC) em parceria ao Ministério da Saúde, inserir nas instições atuantes, educação sexual junto a métodos contraceptivos com instruções corretas ditas pelos profissionais públicos, com a finalidade de que os jovens de ambos os sexos, estejam corretamente cientes da possíveis consequências do sexo imprudente.