Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Enraizado em uma cultura notoriamente patriarcal, sexo ainda é um assunto considerado tabu pela maioria das famílias brasileiras. Sobre essa perspectiva, a falta de informação sobre o tema, sobretudo em áreas rurais e periféricas, ocasiona o aumento considerável no número de gravidezes na adolescência. Desse modo, medidas devem ser criadas para solucionar a problemática atual.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. A alta e Crescente taxa de gravidez na adolescência confirma que este é um fenômeno que tem que ser encarado como um problema sério de saúde pública. A fase da adolescência, tem por característica a impulsividade e a não preocupação com as consequências das atitudes presentes. Com a globalização, os meios de comunicação são responsáveis por grande parte das informações recebidas pelos jovens, que não tem o necessário discernimento para saber se estão corretas, distorcidas, imprecisa ou incompletas. Enquanto muitas famílias não conversam com os adolescentes e a escola prega orientações puramente cientificamente, isto é, quando orientam, a mídia vende o sexo como mercadoria de consumo, encontrando ávidos fregueses entre os adolescentes.
As dificuldades de relacionamento familiar podem levar a gestação precoce, seja por ausência afetiva dos pais, baixa autoestima ou falta de perspectiva. Para essas adolescentes a gravidez precoce pode ser visto como algo prosaico e corriqueiro da vida. A gravidez na adolescência também está associada com o aumento na taxa de evasão escolar e que isso aumentaria a probabilidade de persistirem as diferenças econômicas e sociais. O desconhecimento sobre a Sexualidade e a saúde reprodutiva faz com que as adolescentes engravidem “sem querer” principalmente as que são oriundas das classes mais baixas. O uso incorreto de anticoncepcionais, devido a diversos fatores dentre eles a não compreensão do uso e o esquecimento de tomá-los também levam a altos índices de gestação.
Por meio da Lei n° 13.798/ 2019, institui- se a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, dando foco e atenção a esse importante tema. É preciso que o Ministério da Saúde (ESF) com desenvolvimento de habilidades em saúde sexual e reprodutiva do adolescente levando maior grau de instrução dos jovens e da família. É preciso que o MEC (Ministério da Educação) Invista na capacitação e a qualificação de profissionais que amplia o conhecimento e desenvolva habilidades para consciência crítica. As escolas devem ampliar o debate sobre o tema transpondo o campo biomédico, tentando compreender a realidade e a consequências de atos impensados. A instituição familiar deve estimular a abordagem desse tema, assim contribuindo para solucionar esse problema.