Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/10/2019

O Período Regencial da história brasileira é compreendido como o período de preparação para a posse de Dom Pedro II, com apenas 15 anos, como imperador do Brasil. No que concerne, assim como o filho de Dom Pedro I, muitas meninas têm arcado com grandes responsabilidades em uma idade muito precoce. É o caso da gravidez na adolescência em evidência no Brasil, cujos fatores responsáveis estão relacionados não somente à uma sociedade desigual, como também à ineficiência das políticas do Estado. Nota-se, portanto, a importância da discussão sobre essa problemática.

Em primeiro plano, considera-se que a desigualdade social seja um dos responsáveis pelo aumento no número de casos de gravidez durante a adolescência. A saber, segundo o IBGE, os maiores índices estão entre jovens pobres e com baixa escolaridade. De acordo com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Entretanto, nesse contexto, as condições de vida precárias na qual esse grupo se insere, impossibilitam o acesso ao conhecimento necessário para a prevenção. Desta forma, a ausência de infraestruturas capazes de oferecer orientação e acesso aos métodos de proteção colabora para a irresolução desse impasse.

Outrossim, segundo o filósofo Aristoteles, a política deve, por meio da justiça, buscar alcançar o equilíbrio da sociedade. Em relação a isso, no entanto, pode-se observar o descaso do Estado com as políticas direcionadas aos casos de gravidez precoce, por meio da falta de campanhas e direcionamento de verbas para as regiões mais deficientes. Nesse cenário, a falta de incentivo governamental para ações que possam ser eficazes para a prevenção, corrobora para que mais jovens assumam a responsabilidade paterna e materna em detrimento da sua juventude. Assim, a organização do Estado faz-se necessária afim de combater esse problema.

Infere-se, portanto, que a gravidez durante a adolescência em evidência na sociedade tornou-se um problema que necessita de solução. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, a construção de postos de saúde em áreas de baixo auxílio para que, por meio de palestras com profissionais especializados, possam oferecer informação, além da distribuição de métodos contraceptivos. Ademais, o Estado deve, junto com Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, disponibilizar campanhas que alertem sobre a importância da infância e da educação sexual, a fim de combater o impasse de forma precisa e democrática e alcançar o equilíbrio da sociedade.