Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à segurança, educação e saúde para que possa viver de maneira mais digna. No Brasil, entretanto, a gravidez precoce entre jovens pode afetar esses preceitos básicos que deveriam ser garantidos a todos. Nesse sentido, é relevante analisarmos as principais consequências e possível medida para combater tal situação na sociedade brasileira.
De início, a gravidez precoce entre adolescentes traz um risco muito elevado para a gestante, muitas vezes complicando sua vida podendo causar até sua morte. Assim, segundo a OMS a taxa de mortalidade materna é mais alta para adolescentes com até 15 anos, provenientes de complicações na gestação decorrentes da idade, e a probabilidade de uma mulher com até 15 anos morrer por causa da maternidade é de 1 em 180 em países em desenvolvimento. Tais números refletem uma realidade alarmante e preocupante que deve ser reavaliada com urgência.
Ademais, a gestação precoce não influencia apenas na saúde dessas pessoas, mas também em sua formação social, refletindo diretamente na sua educação. De fato, segundo reportagem publicada pelo portal de notícias G1, um estudo realizado pela Fundação Abrinq mostrou que quase 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental. Tal dado revela uma realidade extremamente preocupante, visto que, a escola é um pilar importantíssimo para a formação do cidadão. Por fim, a gravidez entre jovens não traz apenas um risco social e para a saúde dos envolvidos, ele fere a dignidade das pessoas envolvidas. Assim, o Governo Federal deve ampliar as informações sobre os meios contraceptivos, por meio de campanhas informativas, com a ajuda da escola e da sociedade. Espera-se, com isso, que esse quadro seja revertido, e as jovens não se tornem mães precocemente, pulando etapas importantíssimas de sua vida, e que assim os parâmetros da constituição sejam práticos