Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Gravidez precoce no Brasil

É inegável que o avanço da industrialização no Brasil, a partir de de 1930, acarretou em transformações na estrutura produtiva e na redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho. Entretanto, um projeto de vida antes da maternidade, ainda não é uma realidade nacional, reflexo da desinformação e a falta de uma perspectiva de futuro pelas mulheres.

A priori, é importante destacar que, segundo Pierre de Bourdieu, um dos mais importantes sociólogos do século XX, o “Habitus” é uma realidade objetivamente dada que o agente incorpora, tornando-a subjetiva. Sob esse viés meninas que portam como única perspectiva de vida casar cedo e formar uma família, ser mãe entre 14  a 18 anos é algo normal e comum. Em consequência, evidência-se a falta de uma visão de um futuro próspero que tenha o estudo e a carreira profissional como meta.

Outrossim, vale ressaltar que o índice de gravidez na juventude chegou a quase 70% no Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das principais causas que pressupõe esse cenário é a falta de informação acerca da gravidez precoce, uma vez que políticas públicas de educação sobre como a gestação na adolescência pode impactar negativamente a vida da mulher, ainda se encontram incipientes na organização a qual o brasileiro está inserido.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população, sobretudo os jovens de 14 a 18 anos, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) em parceria com as mídias, crie, por meio de verbas governamentais , campanhas publicitárias nas redes sociais que expliquem como um filho na adolescência pode impactar a vida de uma mulher. Assim, será possível construir um novo “Habitus” para toda a sociedade.