Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/10/2019

O Brasil ainda tem elevada incidência de gravidez na adolescência, segundo relatório da ONU, são 62 adolescentes grávidas para cada mil meninas entre 15 á 19 anos. Dessa forma, não só a falta do acolhimento á adolescente gestante, mas como também, a fraca discussão sobre a sexualidade dos jovens no âmbito familiar e escolar, faz com esse índice continue alto, sobretudo em jovens de origem pobre.

No filme ‘‘Juno’’ de 2007 é retratado a personagem Juno que aos 17 anos fica grávida, vivendo um caminho solitário e repleto do preconceito da sociedade. De mesmo modo, a maioria das adolescentes grávidas também sofrem com a falta de acolhimento no meio em que vivem, já que, o preconceito e a carência de uma rede de apoio prejudica sua qualidade de vida, logo, problemas de saúde mental, abandono dos estudos e gestação de risco são frequentes nessas jovens.

Ademais a pouca discussão sobre a sexualidade, principalmente entre pais e filhos, prejudica a prevenção de uma gestação precoce, visto que, a educação sexual ainda é um ‘’tabu’’ em grande parte dos lares. Neste sentido, muitos jovens quando iniciam a vida sexual não possuem o direcionamento correto nem dos pais e da escola para prevenção de DST’s e também conhecimento de métodos contraceptivos.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir a gravidez na adolescência. O MEC e Ministério da Saúde promovam nas escolas, palestras ministradas por especialistas na área de educação sexual juvenil, tanto para os adolescentes quanto para os pais, a fim de estimular o diálogo entre eles . Além disso, as Secretárias de Saúde somada ás escolas identifiquem adolescentes grávidas vulneráveis, para que, sejam acompanhadas e apoiadas durante a gestação e após o parto, sendo assim, o preconceito e a evasão escolar sejam combatidos.