Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/10/2019

O filme “Juno”  conta a história de uma adolescente norte americana que engravida e tem que lidar com o preconceito e as consequências de uma gravidez precoce. Esse contexto, cada vez mais comum na sociedade brasileira, é um sério problema de saúde pública, pois pode desencadear impactos severos à saúde física, mental e social desses jovens. Entre as razões desse fenômeno estão a falta de informação e a dificuldade de comunicação, logo, remediar tal questão é imprescindível.

Primeiramente, vale ressaltar a falta de informação como uma das causas da gravidez na adolescência. A esse respeito, de acordo com o Ministério da Educação as aulas sobre sexualidade nas escolas nacionais concentram-se, apenas, nas questões referentes às IST’S, infecções sexualmente transmissíveis, desprezando a importância de se discutir e orientar os jovens no que concerne à sexualidade e às consequências de uma gravidez precoce. A exemplo, a evasão escolar, haja vista, que segundo a Organização Mundial de Saúde, meninas grávidas na adolescência têm 3 vezes mais chances de abandonar a escola. Nesse sentido, orientar os jovens é primordial para mudar essa realidade.

Em segunda análise, é importante apontar como a dificuldade de comunicação propícia esse problema. Acerca dessa premissa, a formação religiosa histórica brasileira conduziu as questões relacionadas à sexualidade a um tabu, uma vez que, a doutrina cristã condena o ato sexual antes do matrimonio, e acredita-se que falar sobre o tema incentivaria a prática desaprovada pela divindade. Posto isso, nota-se uma grande dificuldade de se falar sobre sexo na mídia, nas escolas e, principalmente, no seio familiar, o que dificulta o diálogo entre pais e filhos, ocasionando a desinformação e a vulnerabilidade dos meninos e meninas perante  essa  problemática.

É importante, portanto que medidas sejam tomadas para solucionar esse grave problema. É preciso que o Ministério da Educação insira no currículo escolar aulas sobre  educação sexual voltadas para os adolescentes, promovendo a efetiva orientação, além de trabalhar filmes, livros e até casos reais que retratem os riscos e as consequências de uma gravidez prematura, estimulando a reflexão e o alerta frente a esse emblema. A mídia cabe usufruir de seu poder persuasivo através de  campanhas de orientação e  incentivo ao uso e a forma correta de uso dos preservativos. Outrossim, os pais devem ser mais atentos a vida sexual dos filhos, por meio do diálogo frequente. Para assim garantir que os adolescentes brasileiros tenham uma realidade antagônica  à vivenciada pela jovem em Juno.