Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/10/2019
No ano de 2019, o atual governo sancionou a lei que instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Nesse sentido, faz-se necessário analisar o contexto da gravidez precoce em evidência no Brasil, como um tabu social e também uma questão de saúde pública.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a gravidez na adolescência ainda é tratada como um tabu no Brasil. Na obra ‘‘Totem e Tabu’’, de Sigmund Freud, o psicanalista constrói uma reflexão a respeito dos tabus na regulamentação da sociedade. Segundo Freud, a proibição reflete o desejo e, portanto, ao criar-se um tabu, persiste a tendência de infringi-lo. Assim, a promoção da educação sexual de maneira apropriada, é de suma importância para a extinção de tabus relacionados ao tema.
Também é fundamental,sobretudo, tratar a gravidez precoce enquanto assunto de saúde pública. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam uma taxa de 62 adolescentes grávidas para cada mil jovens do sexo feminino, entre 15 e 19 anos. Número superior à taxa mundial, que é de 44 adolescentes grávidas acada mil jovens. Os dados são maiores quando relacionados à população mais carente. Desse modo, é necessário o fortalecimento de ações integradas que considerem as vulnerabilidades que afetam esse grupo.
Em suma, é mister intervir a favor da prevenção da gravidez precoce no Brasil. Isso pois, é fundamental o apoio social e público na conscientização e cuidados com a sexualidade. Dessa maneira, ações públicas de atendimento à população jovem, ampliação do acesso aos serviços públicos, criando programas que aproximem o jovem dos profissionais da saúde, promovendo, assim, o debate e desmistificando tabus e preconceitos. Tudo isso por meio do Ministério da Saúde, integrado com as Secretaarias Municiais e Estaduais de Saúde.