Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/10/2019

No filme “Simplesmente acontece” da empresa Netflix a protagonista, de inicio, tinha planos de ir junto com o melhor amigo para a faculdade. Entretanto, após uma relação sexual desorientada ela engravida e, assim, é impedida de realizar seu sonho. Da mesma forma, se encontra muitas jovens brasileiras impossibilitadas de concretizar seus objetivos por uma gravidez indesejada. À vista disso, a aula de educação sexual preventiva nas escolas se torna imprescindível para os adolescentes. E ainda, é de suma importância a participação da comunidade e família para a prevenção e redução do problema.

Em primeiro plano, a gravidez na adolescência pode ter um efeito profundo na saúde, principalmente, das meninas durante a gestação e, muitas das vezes após o nascimento da criança, tendo as responsabilidades adultas antecipadas. Destarte, segundo Simone de Beauvoir, “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”, seguindo essa linha de pensamento torna –se perceptível a quebra brutal da fase juvenil das meninas, no qual é obrigada socialmente a se tornar uma mulher, não completando sua adolescência e entrando para vida adulta, tendo alterações não só físicas, mas também psicológicas. Dessa maneira, se torna substancial a educação da prevenção sexual de jovens, para mulheres e homens, para melhor entendimento do ato sexual e suas consequências e, assim, ambas as partes conhecer os perigos e precauções necessárias a serem tomadas.

Ademais, conforme o filosofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele” mediante esse raciocínio é valido ressaltar a importância da população e da família no ensinamento sobre a prevenção e a conscientização sobre a gravidez para, assim, amenizar esse problema. Além disso, esse aumento se dá em todo Brasil com 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, é visível a situações caótica do Estado brasileiro, no qual foi noticiado no Profissão Reporte, adolescentes sendo mães sem nenhuma orientação, abrindo mão, muita das vezes, da escola para procurar empregos.

Assim, faz – se necessário a atuação do Estado garantindo a educação sexual preventiva nas instituições de ensino e em parceria com o ministério da saúde para organizar palestras e minicursos envolvendo os alunos e família em situações decorrentes do dia a dia, como a orientação de como agir após uma relação sem preservativo e, ainda preparar os país sobre como iniciar um diálogo com os filhos e aconselha-los. Dessarte, a sociedade brasileira vai estar contribuindo para minimizar o número de parturientes nessa faixa etária, para que assim as jovens não terminem como a Rosie do filme “simplesmente acontece”, abrindo mão dos estudos para se dedicar a filha.