Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/10/2019

A adolescência, idade compreendida, segunda a Organização Mundial da Saúde, entre 10 e 19 anos, é uma época de várias descobertas. O pico nos níveis hormonais, por exemplo, pode levar ao início da vida sexual, que pode acontecer de forma desprotegida. É grande a parcela da população jovem que ignora a existência de métodos contraceptivos. Com isso, observa-se o aumento nos casos de gravidez precoce. Diante disso, deve-se analisar como á falta de informação e a negligência dos jovens geram a problemática em questão.

É relevante enfatizar, a princípio, que a escassez de conhecimento é a principal responsável pelos elevados índices de gravidez na adolescência. Isso ocorre porque, apesar da laicidade do Estado, a igreja ainda tem influência histórica no pensamento da sociedade, inclusive em como é visto o tema sexo, assim, o assunto torna-se pouco debatido nas esferas sociais. Lamentavelmente, essa escassez de diálogo retém informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, e sendo o homem fruto da educação, como o princípio Kantiano afirma, o não investimento em instrução sexual só pode resultar no constante aumento do número de adolescentes grávidas.

Atrelado a carência de informação, a negligência dos jovens também é responsável pela problemática. Isso porque, o jovem é muito afetado pelo cordialidade defendida por Sérgio Buarque de Holanda, ou seja, age mais com a emoção do que com a razão. Assim, unindo a escassez de conhecimento com o excesso de emoções, torna-se inevitável que nessa faixa etária os indivíduos não queiram se entregar para as situações e aproveitar cada momento como único. Em decorrência disso, muitas pessoas não pensam nas consequências de suas ações e acabam negligenciando o uso de preservativos no ato sexual.

Torna-se evidente portanto, que desconstruir estigmas e educar é necessário. Em razão disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve promover palestras e reuniões de pais e filhos, que mostrem a necessidade do diálogo sobre educação sexual, dentro da escolas mas também dentro de casa. Ademais, é relevante que os Governos Municipais promovam campanhas sobre o tema, com linguagem popular, a fim de esclarecer possíveis dúvidas dos adolescentes e incentivar a prevenção, distribuindo gratuitamente preservativos. Assim, a gravidez precoce poderá ser evitada.