Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Segundo o médico Drauzio Varella, a gravidez na adolescência é condicionada por motivos de cunho socioeconômico. Nesse sentido, vê-se que a afirmativa do especialista se evidencia não só pela dificuldade que as autoridades têm em melhorar os indicativos de gravidez precoce, como também pelo fato de o país enfrentar uma crise econômica que influencia no modo de vida das pessoas. Além disso, vale ressaltar todas as consequências geradas por esses fatores.
Primordialmente, percebe-se que o foco do Brasil nunca esteve voltado a investimentos em políticas que visassem a prevenção de doenças e gravidez prematura. Dados do G1 apontam que a cada cinco gestações no país uma atinge uma jovem entre 15 e 19 anos. Diante desses fatos, nota-se um desnivelamento expressivo entre o que diz o Artigo VI da Constituição Federal, que prevê saúde a todos, e o que realmente o governo federal executa.
Em segundo lugar, diante de uma crise econômica que assola o Brasil, os níveis de desigualdade social aumentaram. Dados do Portal Drauzio Varella mostram que a maioria das meninas que engravidam precocemente são aquelas em que a família tem renda baixa, que, em sua maioria, são negras ou pardas e que tem baixo nível de escolaridade. Nesse contexto, entende-se que é necessário uma maior preocupação por parte das diretrizes governamentais acerca do desenvolvimento da nação.
É necessário que haja, portanto, medidas na esfera federal que coloque em ação um plano para mitigar a gravidez na adolescência. Ao Ministério da Saúde cabe, por meio de escolas e postos de saúde, desenvolver projetos que visem, por intermédio de profissionais da saúde, dialogar sobre gravidez e métodos contraceptivos com maior abrangência, tanto para meninos quanto para meninas, além de auxiliar os pais nessa tarefa. Tais critérios adotados irão objetivar os jovens a ter conhecimento sobre sexo e gravidez e diminuir as consequências citadas pelo médico e especialista Drauzio Varella.