Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, ao observa-se a questão da gravidez na adolescência em evidência no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pelas condições de vulnerabilidade de alguns adolescentes, seja pela falta de informações. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal negligência para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação esteja ligada entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber-se que, no Brasil, as condições de vulnerabilidade que se encontram alguns adolescentes, rompe com essa harmonia, haja vista que adolescentes que vivem em situações de vulnerabilidade muitas vezes não possuem acesso a uma unidade básica de saúde de qualidade ou acessível na qual possam disponibilizar métodos contraceptivos e até mesmo acompanhamento em caso de gestação. Logo, a probabilidade de casos de gravidez entre adolescentes que vivem em conjuntura de fragilidade aumentam, devido a dificuldade ao acesso a uma unidade de saúde adequada que possam disponibilizar contraceptivos.

Outrossim, destaca-se a falta de informações como impulsionadora do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e pensar no todo. De modo contrário, nota-se que os jovens acham embaraçoso conversar sobre relações sexuais com os adultos e acabam por escolher maneiras alternativas de receber informações sobre sexo, como assistindo pornografia. Além de que as instituições de ensino, muitas vezes pensam equivocadamente que ao ensinar sobre relações sexuais e métodos contraceptivos podem encorajá-los a tornarem-se sexualmente ativos. Logo, a falta de informações necessárias possibilitam que casos de gravidez na adolescência amplie.

Portanto, a fim que esse impasse seja minimizado, cabe ao Ministério da Saúde viabilizar locais alternativos e adequados, principalmente em áreas consideradas vulneráveis, no intuito de disponibilizar a distribuição de métodos contraceptivos e informações sobre relações sexuais. Ademais, cabe-se ao Ministério da Educação, proporcionar palestras ministradas por especialistas sobre educação sexual, no intuito de possibilitar a propagação de informações para jovens. Tal ação tem como objetivo assegurar que adolescentes possam receber e tirar qualquer dúvida que possam ter sobre relações sexuais. Em virtude dos fatos mencionados, as medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.