Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2019
O documentário “Gravidez na adolescencia” mostra a realidade de diversas jovens do pobre município de Palmácia - Ceará. Assim sendo, em diversas cenas mostradas é perceptível como a gravidez precoce é vista com naturalidade, seja pela gestante ou pela familia. Da mesma maneira, é frustrante constar que o longa enquadra uma situação cada vez mais presente no Brasil. Neste contexto, devemos analisar como a desinformação impulsiona a problemática que causa evasão escolar.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de informação sobre métodos contraceptivos eleva o número de gravidez na juventude. Isso ocorre porque mesmo que os jovens saibam sobre a existência, por exemplo, de anticoncepcionais, a falta de informação técnica, consequência da omissão de discussões familiares sobre o assunto, resulta em uma proteção ineficiente - este cenário é observado no documentário “Gravidez na adolescência”. De maneira análoga, a lei da inércia diz que todo corpo permanece em repouso a não ser que uma força seja aplicada sobre ele, sendo assim, mostra-se emergencial a mudança de comportamento familiar.
Ademais, sabe-se que a gravidez no período escolar é um dos principais motivos de evasão nas mesmas. Isso acontece pois as mães, sobrecarregadas pela criação do filho, muitas vezes, solo, não recebem nenhum apoio estrutural das redes de ensino. Desta forma, não é assustador analisar que 30% das mães adolescentes, de até 19 anos, concluíram somente o ensino fundamental, dados revelados pela fundação AMBRIQ em 2019. Tal perspectiva torna-se preocupante tendo em vista que pessoas com baixa escolaridade estão sujeitas às profissões mais vulneráveis, por exemplo, sem a carteira assinada.
Dado o exposto, as famílias brasileiras devem reabrir o ensino sobre sexo com proteção dentro de suas casas, tendo o auxílio de materiais educativos presentes nos sites do ministério da saúde, para que a alienação da juventude chegue ao fim. Além disso o ministério e as secretarias de educação devem promover uma rede de apoio às alunas-mães por meio de acompanhamento psicológico e espaços dentro das instituições para as crianças, logo, estas alunas poderão permanecer em sala de aula. Por conseguinte, o Brasil poderá superar a problemática.