Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Segundo a teoria do Habitus, do pensador francês Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora estrutura sociais que são imposta à sua realidade. Após incorporar, a sociedade naturaliza esse padrão e, por fim, o reproduz. Entretanto, a maioria dos países que sofrem são subdesenvolvidos, os quais apresentam uma má organização social. Sendo assim, o brasil por pertencer a esse grupo, reflete em alguns aspectos, como a gravidez na adolescência. Nesse contexto, convém analisar o descaso governamental atrelado aos impactos gerados.

De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus “filhos”. Todavia, o que não acontece no brasil, visto pela falta de assessoria às gravidas em fase de adolescência, o que resulta na evasão escolar, comprometimento de sua carreira social e a busca por serviços informais. Por conseguinte, a falta de educação sexual presente nas escolas propiciam para o aumento dessa problemática. Vê-se, pois, a ineficiência do Estado quanto à ajuda ao respectivo grupo.

Ademais, as adolescentes que encontram-se gravidas, não possuem total desenvolvimento/formação de seu corpo, uma vez que seu psicológico não esta preparado para tal fato, o que leva ao amadurecimento forçado. Feita uma pesquisa, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(IPEA),

relata que aproximadamente 70% das jovens que engravidam abandonam a escola, o que faz com o índice de desenvolvimento do país diminua. Outrossim, avalia-se os riscos de mortes eminentes conjunto à traumas psicológicos que podem perdurar por toda a vida da gestante.

Infere-se, portanto, que é imprescindível a reorganização de estruturas governamentais para o auxilio das adolescentes gravidas. Para que isso ocorra, compete o Ministério da Educação - extensão governamental responsável pelo ensino no Brasil - junto aos postos de saúdes realizar campanhas. Essas ação deve ser feita por meio de politicas públicas realizadas em escolas, com o objetivo de esclarecer as consequências geradas. Enfim, o Estado protegera seus filhos, como propôs Hegel.