Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Desde o Iluminismo, sabe-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a gravidez na adolescência no Brasil em pleno século XXI, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não desejavelmente na prática. Muitos passos foram dados na tentativa de reverter esse quadro. Entretanto, constata-se que a problemática da gravidez precoce, seja pela falta de informação, seja pela rejeição da jovem por parte da sociedade. É indubitável que o difícil acesso à educação sexual esteja entre as causas do problema. Nesse ponto, nota-se que a maioria das adolescentes grávidas são de baixa renda e não possui uma estrutura familiar que possa orientar sobre o sexo. Nesse sentido, é possível observar que teve um aumento de conhecimento e maior acesso aos métodos anticoncepcionais. Porém, a desigualdade social faz com que muitas adolescentes de regiões mais carentes, por exemplo, fiquem sem o acesso à educação, a métodos contraceptivos e até mesmo a informação adequada sobre tal assunto. Evidencia-se, desse modo, a necessidade de reverter esse cenário que afeta a população brasileira.
Outrossim, destaca-se que o preconceito por parte da sociedade afeta a saúde mental da gestante. De acordo com o cientista Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo, do que um preconceito enraizado. Sob tal perspectiva, pode-se observar que a gravidez traz mudanças drásticas na vida de uma adolescente, pois ela enfrenta dificuldades em encontrar um emprego, ter o apoio da família e na maioria dos casos segundo ao Ministério da Educação abandona a escola, por não conseguir se manter. Essa jovem é vista na sociedade como alguém sem juízo, sem condições de assumir um cargo no emprego, por isso é rejeitada, onde leva muitas jovens a ter depressão e ansiedade. Assim ressalta-se a importância de solucionar esse impasse.
Fica claro, portanto, que a gravidez na adolescência no brasil apresenta desafios que constituem um verdadeiro entrave. A fim de atenuar o problema, cabe ao Poder Legislativo, criar leis que proíba a relação sexual antes dos 18 anos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando a informações sobre o sexo a toda a sociedade, e deve promover campanhas que rompa com o preconceito da maternidade precoce, cumprindo, assim, o seu papel social. Por fim, a escola, instituição formadora de valores, junto às ONGs , deve promover palestras a pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz. Com essas iniciativas, é possível vislumbrar uma melhoria para essa condição.