Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No livro “Lolita” de Vladimir Nabokov, é narrada a história de Dolores Haze, a qual fica órfã aos 12 anos e passa a ser cuidada pelo padrasto Humbert, um pedófilo, com quem mantém relações sexuais, após fugir de casa, se perspectivas ou suporte familiar, engravida ainda adolescente. De forma análoga, no Brasil é crescente os casos de gravidez na adolescência, como consequência observa-se a maciça evasão escolar e inclusive sérios prejuízos à saúde dessas menores. Nesse sentido, tal situação é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.

Inicialmente, é primordial salientar que a gestação precoce afeta mais as populações em condições de vulnerabilidade social. Segundo o portal de notícias G1, mais da metade das jovens que engravidam não estudam, nem trabalham. Em vista disso, por não possuem qualificação ou experiência ficam fora do mercado de trabalho sob a dependência econômica de familiares, e contribuem para a perpetuação da pobreza. É prejudicial para a economia de uma nação uma adolescente desempregada sem a possibilidade de  conclusão os anos escolares, por ter que cuidar de uma criança.

Além disso, é necessário ressaltar acerca dos riscos que uma gravidez imatura traz à saúde. De acordo com o jornal Estadão , no Brasil, a mortalidade materna é uma das principais causas de óbito entre meninas 15 a 20 anos. Diante disso, pode-se destacar os malefícios que incluem a ruptura do colo do útero, a morte da gestante e o aborto espontâneo do bebê. É inadmissível, essa jovem se colocar em perigo por banalização ou falta de aconselhamento sobre educação sexual familiar ou da escola.

Portanto, são necessárias ações que previnam a gravidez na adolescência e forneça suporte para meninas nessa situação. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com as instituições educacionais deve por meio de palestras com agentes de saúde e psicólogos, instalar programas de prevenção à gestação, os quais devem orientar acerca dos  tipos de contracepções e dos riscos inerentes das relações sexuais. Além disso, para aquelas que engravidam durante a juventude, é fundamental que o Ministério da Educação ofereça programas de conclusão de estudos e cursos de informática, idiomas e vendas, a fim de reinseri-las no mercado de trabalho. Por meio dessas medidas, espera-se com isso, prevenir novas ocorrências e garantir emprego para as jovens grávidas.