Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/10/2019

O filme ‘‘Preciosa’’ lançado em 2010 conta a história de uma adolescente iletrada que engravidou aos 16 anos e sofre as consequências de uma maternidade precoce. De maneira análoga, hodiernamente, muitas brasileiras vivem os desafios de uma gestação não planejada. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de políticas públicas eficazes, quanto da falta de orientação sobre a contracepção. Diante do exposto, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a gravidação imatura deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é garantido a todos os indivíduos o direito à saúde, que engloba a saúde sexual das adolescentes. Conquanto, devido à falta de atuação das autoridades, essa parcela da população é impedida de desfrutar desse direito universal, visto que, na maioria dos casos, não encontram aparato suficiente nos postos de saúde. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar carência de instruções como promotora do problema. De acordo com o ex presidente da África do Sul Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Entretanto, à inexistência de diálogos acerca do início da vida sexual dos jovens, faz com que, aumente o número de gestantes. Partindo desse pressuposto, é importante ressaltar que o próprio  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), define crianças e adolescentes como sendo vulneráveis, ou seja, que precisam de amparo. Contudo, a falta de auxílio contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no grupo social. Destarte, com o intuito de mitigar a gestação antecipada, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em programas que ofereçam suporte ao adolescente, por meio de consultas, palestras e debates, com a finalidade de orientar os juvenis e acabar com os ‘’tabus’’. Dessa forma, relatos em torno da gestação precoce, farão parte apenas da ficção.