Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2019
No filme Juno, lançado em 2007, a adolescente Juno de 16 anos descobre uma gravidez inesperada, por não se sentir preparada decide abortar o feto, mas sem coragem,
resolve procurar casais para entregar a criança logo que nascer. Fora da ficção, o aumento de casos de grávidas com faixa etária de 15 a 19 anos é uma realidade atual, haja vista que a ausência de uma educação sexual na base familiar e nas escolas são algumas das causas desse problema social.
Em primeira análise, o tabu imposto pela sociedade acerca da atividade sexual entre jovens, faz com que aumente cada vez mais a barreira entre pais e filhos ao se tratar desse assunto. Atualmente, a família, na maior parte das vezes, não se sente confortável para falar com seus jovens sobre prevenções e cuidados a serem tomados quando resolverem iniciar sua vida sexual, acarretando assim receio aos adolescentes, que buscam informações erradas e tomam providências precitadas e perigosas, como é o caso do aborto ilegal, o qual mata uma mulher a cada dois dias de acordo o Ministério da Saúde.
Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 11% das crianças nascidas no mundo são resultado de uma gravidez na adolescência. Por conseguinte, tais dados consolidam o quão importante é a inclusão da educação sexual nas escolas, visto que os rapazes e as moças mesmo com a tecnologia atual disponível para tirarem qualquer dúvida, não usam de forma adequada os anticoncepcionais e acabam tendo consequências indesejáveis como se tornarem pais muito novos, que tem como uns dos seus efeitos ouvirem críticas e preconceito da sociedade.
Infere-se, portanto, que é incumbência do Ministério da Saúde em conjunto ao Ministério da Educação, que sejam criadas campanhas que atuem ao menos uma vez ao mês em escolas e comunidades mostrando a importância da prevenção sexual tanto para evitarem gravidezes indesejadas, quanto para não adquirirem doenças sexualmente transmissíveis. É necessário também, que sejam expostos todos os tipos de anticonceptivos que são disponibilizados de maneira gratuita nas unidades básicas de saúde. Além disso, é fundamental que Governo use a mídia como um dos recursos que para expor a relevância do diálogo entre pais e filhos na educação sexual por meio de depoimentos e campanhas. Assim, os jovens posteriores a essas mudanças não teriam que tomar medidas tão difíceis como Juno teve que tomar.