Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a saúde como direito inerente a toda população. Torna-se, válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que a gravidez na adolescência está em evidência no brasil. Nesse contexto, convém analisar como a família e o poder público geram essa problemática.
A priori, o descaso das famílias é a principal responsável pelo aumento dos casos de adolescentes grávidas. Isso acontece porque, na sociedade capitalista em que vivemos, os país precisam passar grande parte do dia no trabalho e, quando estão em casa, já estão cansados e acabam não conversando com seus filhos, sobre educação sexual. Além disso, muitos deles também acreditam que é dever unicamente da escola em orientar-los, porém não é. Consequentemente, por não terem uma base sexual, muitos desses filhos crescem sem um base de conhecimento de como evitar ter filho tão cedo e, de não saber como usar métodos contraceptivos. Não é a toa, afinal, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 400 mil novos casos por ano no Brasil de gravidez entre jovens.
Ademais, o histórico do poder público influenciar na problemática da gravidez. Isso é desde do período Colonial, que o governo incentivou a população, principalmente, as carentes, que era em sua maioria na época, a terem muitos filhos. Assim sendo, para se obter mais mão de obra para suprir a necessidades dos dirigentes políticos. Consequência disso, o rápido e desorganizado crescimento da população gerou a falta de apoio a essa parcela da sociedade, pois falta preservativos e pilulas anticoncepcionais e, aumentando até a chance de adquirirem infecções sexualmente transmissíveis, por exemplo, a AIDS.
Medidas, portanto, torna-se necessárias para garantir pragmaticamente a saúde, como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Saúde, em parceria como o Ministério da Educação, devem promover propagandas, por meio das mídias televisivas, digital e radiofônica, com o intuito de alertar a toda comunidade, sobretudo, os pais que tem filhos na fase da adolescência, der uma educação sexual a seus filhos, orientem, demostrando exemplos do cotidiano, os riscos de adquirem IST´s e o quanto será prejudicial a sua saúde. Outrossim, o Ministério da Saúde, deve distribuir mais “camisinhas” e remédios anticonceptivos. Dessa forma, indubitavelmente, diminuirá progressivamente os índices de gravidez na adolescência.