Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Gravidez na adolescência: causas e impactos

A gravidez na adolescência é considerada atualmente, um problema de saúde publica, visto que causa impactos negativos na saúde da mãe adolescente e do recém-nascido, gera problemas familiares e agrava problemas socioeconômicos já existentes.

O problema da gravidez na adolescência é tão preocupante, que teve a Lei nº 13.798 sancionada por Jair Bolsonaro, presidente da república, em janeiro de 2019. Essa lei instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, com o objetivo de divulgar informações preventivas, visando à redução da gravidez precoce no Brasil. Além disso, organizações de saúde como a OMS e a UNICEF, afirmam que os casos de adolescentes brasileiras que engravidam são mais de 400 mil por ano, demonstrando assim, a importância do tema.

A gravidez na adolescência acontece, geralmente, pela não adesão de métodos contraceptivos, causada pela falta de informação ou pela confiança excessiva no parceiro. A falta de diálogo entre pais e filhos também é um problema, já que falar sobre vida sexual ainda é um tabu dentro das famílias, que acabam passando essa responsabilidade à escola. Os professores das escolas por sua vez, não tem o espaço necessário e acabam sendo censurados ao falar sobre educação sexual.

A gravidez precoce gera vários impactos, sendo um deles o risco à própria mãe. Na adolescência, o corpo da menina ainda não está preparado para gerar um filho e isso pode prejudicar o bebê, que pode nascer prematuro ou com anomalias. Ademais, a adolescente grávida e o seu companheiro, na maioria dos casos, não têm uma vida emocional e financeira estável para cuidar de filhos, muito menos o apoio familiar. Dessa forma, a jovem mãe acaba assumindo a responsabilidade do filho sozinha, contribuindo para a evasão escolar. Segundo a médica Lílian Day Hagel, a gravidez precoce faz com que a mãe abandone a escola. Ao abandonar os estudos, a mãe tem a sua educação formal comprometida, menor qualificação e consequentemente maior dificuldade em ingressar no mercado de trabalho, afetando assim a economia brasileira e o projeto de vida da adolescente.

É urgente que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização dos adolescentes brasileiros a respeito do problema, é necessário que o Ministério da Saúde incentive, por meio de ajuda governamental, a divulgação de guias práticos nas escolas sobre a prevenção da gravidez precoce, abrindo debates entre alunos e professores e informando os adolescentes das graves consequências da gravidez na adolescência e como evitá-la. Somente assim, o número de casos de gravidez precoce irá diminuir.