Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/10/2019
O filme americano “Juno” conta a realidade de uma jovem que engravida aos 16 anos do seu melhor amigo, com quem teve relações sexuais apenas uma vez. Infelizmente essa realidade não existe somente nos filmes americanos. E de acordo com dados da plataforma G1, o Brasil tem um índice de gravidez entre adolescentes acima da média latino-americana. E a falta de informação sobre sexualidade mesmo na atualidade parece ser um tabu para muitos indivíduos. Nesse contexto, fica clara a importância da abordagem sobre a gravidez na adolescência. Em primeiro lugar, como dito o filosofo grego Aristóteles, “Todos os homens tem por natureza, desejo de conhecer”. Então, nota-se que os indivíduos, principalmente os jovens, estão sempre em buscar de novos prazeres e sensações na qual possam experimentar. E o sexo é uma delas, e sem a orientação devida sobre o inicio da vida sexual e as formas contraceptivas os jovens continuaram a ter gravidezes indesejadas no decorrer de sua juventude. Ademais, dados levantados pela Organização Mundial de Saúde, apontam que cerca de 68 adolescentes ficaram grávidas em um grupo de 1000 jovens. Com isso, fica expresso a urgência da mediação governamental e da sociedade como um todo nessa problemática. Em segundo lugar, a alta natalidade entre adolescentes é mais presente entre as classes socioeconômicas de baixa renda e indivíduos com pouca escolaridade. Sendo que, a gravidez precoce é uma das principais causas de evasão escolar no país (Abrinq). Além disso, a falta de dialogo entre os responsáveis e seus filhos dificulta cada vez mais abordagem do assunto de forma clara e natural. Também, pouco se é falado sobre as conseqüências que uma gestação precoce acarreta para a vida da mulher, tanto como os danos á saúde mental e física. Doenças como anemias, DST, depressão pós-parto entre muitas outras, também são pouco mencionada nos diálogos com os jovens hodiernamente. Assim, fica exposto que a falta de discussão sobre a sexualidade é um principal vilão dos jovens. Portanto, a gravidez precoce deve ser urgentemente tratada dentro da sociedade brasileira. Sendo assim, urge ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, introduzir a semana da educação sexual dentro das escolas, que seria realizada por psicólogos, ginecologista e profissionais da saúde. E aconteceria de forma mensal, afim de que os jovens e responsáveis possam tirar duvidas e receber aconselhamento sobre métodos contraceptivos e a conseqüência de uma vida sexual ativa. Também utilizar a ferramenta da internet para debates e discussões. Dessa forma, ao longo prazo os jovens poderão realizar suas experiências como expressa Aristóteles, de forma segura e a natalidade entre adolescente será diminuída.