Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/10/2019
No filme “Preciosa”, o autor narra a história de Clarisse, a protagonista foi abusada sexualmente pelo pai durante a infância e aos 17 anos estava grávida pela segunda vez, por conta disso enfrentou diversos problemas durante a adolescência. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere a questão da gravidez precoce. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 determina a proteção integral e prioritária dos direitos das crianças e adolescentes. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de informações a respeito da sexualidade e os efeitos da gravidez precoce.
Em primeira análise, é lícito postular que faltam informações no que tange a questão da sexualidade no Brasil. Ademais, o acesso a educação sexual e a serviços de saúde reprodutiva são restritos, visto que há um preconceito do corpo social em relação ao tema. De acordo com o portal de notícias GaúchaZH, as adolescentes recebem mais informações sobre doenças sexualmente transmissíveis na escola do que esclarecimentos sobre as formas de prevenção da gravidez. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as providências cabíveis, a fim de que os jovens tenham acesso as informações sobre a sexualidade.
Outrossim, é importante destacar os efeitos da gravidez precoce. Consoante o site G1, a gravidez na adolescência gera problemas não apenas no desenvolvimento psicossocial do indivíduo, como também maior risco de morte da progenitora. Além disso, vale ressaltar os impactos na educação das jovens, uma vez que por conta da gestação estas não conseguem manter a rotina de estudos. Destarte, fazem-se necessárias campanhas midiáticas para informar os jovens sobre os problemas relacionados a gravidez na adolescência.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve desenvolver um projeto, nas escolas de ensino médio, por meio de aulas, com professores de biologia e profissionais da saúde, para orientar os estudantes sobre as formas de prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis, além de informar os efeitos da gestação precoce, com o objetivo de reduzir os elevados índices de adolescentes grávidas. Dessa forma, poder-se-á formar jovens com maior conhecimento em relação a esta questão, por consequência, cumprir o que está previsto na Constituição.