Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/10/2019
No projeto textual “ Falanstério “ do século XIX, o filósofo Charles Fourier propõe uma comunidade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de conflitos e adversidades, o que vem, desde então inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, a falta de medidas governamentais para solucionar o alto índice de gravidez na adolescência tem feito o Brasil se afastar desse lugar utópico. Nesse prisma, é importante analisar os aspectos políticos e sociais que envolvem essa questão no país, a fim de combater esse problemas que está presente na sociedade brasileira.
Diante desse cenário, é lícito referenciar o conceito “ Instituição Zumbi “ do sociólogo Zygmunt Bauman. Segundo ele, certas instituições não exercem suas devidas funções, mas mantém suas formas, ou seja, são “ mortas vivas “. Logo, observa-se em nossa sociedade, a falha funcional do Estado em promover programas educativos, alertando os malefícios da gravidez na adolescência e seus metodos contraceptivos. Desse modo, é necessário a educação sexual nas escolas, visto que o público-alvo são de jovens a partir de 14 anos, sem as devidas informações, estão suscetíveis a gravidez e a paternidade precoce, em um futuro próximo, pode acarretar em uma família desestruturada emocionalmente e financeiramente. Nesse viés, pode se mencionar que, a família é outra instituição que apresenta falhas. Sendo assim, é notório que a comunicação e a troca de experiências entre pais e filhos, é de extrema necessidade para o desenvolvimento do adolescente, o que não acontece diversos lares, devido a existências de um tabu quando o assunto é sexualidade. Logo, pela falta de instrução, são motivados pela curiosidade e se aventuram em um “novo mundo” de descobertas da puberdade, onde às consequências de uma gestação, podem ser carregadas pela vida inteira. Portanto, as famílias obtêm um papel fundamental na vida do adolescente, onde o diálogo é uma ferramenta importante para orientação sexual.
Torna-se evidente, portanto, que a entrave social da gravidez na adolescência é de urgência na pauta social do Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Educação, sob a presença de alunos, pais ou responsáveis, a realização de palestras ministradas por sexólogos e psicólogos, com o objetivo de orientar sobre os métodos contraceptivos existentes e as dificuldades de uma gravidez não planejada, reduzindo assim, os casos de gravidez na juventude. Também, é de suma relevância que o Ministério da Saúde promova campanhas publicitárias nas mídias de maior alcance - rádio, televisão e redes sociais - , com a finalidade alertar sobre a importância do diálogo e do debate de forma saudável, entre pais e filhos, promovendo a “quebra” do tabu da sexualidade.