Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura à saúde como direito inerente a toda população. Torna-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que a gravidez na adolescência está em evidência no Brasil. Nesse contexto, convém analisar como a família e o poder público geram essa problemática, suas consequências e possível solução para este fenômeno.
A priori, o descaso das famílias é a principal responsável pelo aumento dos casos de adolescentes grávidas. Isso acontece porque, na sociedade capitalista os pais precisam passar grande parte do dia no trabalho e, quando estão em casa, já estão cansados e acabam não conversando com seus filhos sobre educação sexual. Além disso, muitos deles também acreditam que é dever unicamente da escola em orientar-los, porém não é. Consequentemente, por não terem uma base sexual, muitos desses filhos crescem sem nenhuma base de conhecimento de como evitar em ter filho tão cedo e de não saber como usar corretamente os métodos contraceptivos. Não é a toa, afinal, que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 400 mil novos casos por ano no Brasil de gradidez entre jovens.
Ademais, o histórico do poder público influenciar no problema da gravidez na adolescência. Isso decorre desde do Século XVI, no Período Colonial, em que o governo incentivou a população, principalmente, mais carente que era em sua maioria, à ter mais filhos. A fim de obter muita mão de obra para suprir a necessidades da elite capitalista. Consequência disso, o rápido e desorganizado crescimento da população gerou a falta de apoio a essa parcela da sociedade em não disponibilizar remédios anticoncepcionais como também à escassez de preservativos e pílulas anticoncepcionais, aumentando a chance de adquirirem doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo, a AIDS.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir pragmaticamente à saúde, como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Saúde, em parceria como o Ministério da Educação devem promover propagandas, por meio das mídias televisivas, digital e radiofônica, com o intuito de alertar e orientar a população sobre usar métodos anticonceptivos, tendo prioridade aos jovens e adolescentes. A fim de evitar que essa juventude tenha uma maior probabilidade de uma gravidez não planejada. Com isso, indubitavelmente, diminuirá progressivamente os índices de gravidez na adolescência e a Constituição será respeitada.