Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Segundo a Constituição Federal de 1998, é assegurado a inviolabilidade do direito à educação. Entretanto, a gravidez precoce é de grande frequência no Brasil devido à falta de educação sexual. Nesse sentido, essa problemática deve ser superada de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Inicialmente, vale ressaltar o legado histórico cultural marcado pelas imposições dos dogmas do catolicismo, no qual sexo se tornou um ‘’tabu’’. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob tal ótica, a sexualidade precisa ser discutida, seja na escola ou na família, pois a medida mais eficaz para prevenir a gravidez na adolescência é a educação, mas infelizmente essas barreiras não foram rompidas pelas instituições sociais e por conta disso, a conscientização entre os adolescentes são afetadas.
Além disso, a gravidez na adolescência pode resultar negativamente na vida das mulheres. Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Ou seja, gravidez precoce é prejudicial na vida do jovem, já que é um fator para a mãe abandonar os estudos, e também reflete negativamente na saúde mental, dificultando o processo psicossocial, que pode resultar em casos de depressão pós-parto.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) deve integrar na grade curricular do ensino fundamental e médio a educação sexual, por meio de divulgação de cartilhas que ensinem como usar os preservativos e também palestradas com médicos ginecologistas, a fim de que seja desconstruído o pudor envolta da vida sexual e que as adolescentes deixem de serem vítimas da gravidez precoce. Ademais, cabe ao Estado aumentar a distribuição de camisinhas nos postos de saúde. Assim, observada essas ações, os índices de natalidade diminuirá.