Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Na Grécia Antiga, práticas como a gravidez na adolescência eram comuns e incentivadas pelos familiares da garota. Contudo, na sociedade brasileira atual, esse valor foi desconstruído, sobretudo devido à mudança de pensamento coletivo que atribui a essa situação um conceito negativo. Apesar dessa alteração, diversos casos são relatados, demonstrando ineficiência do Estado em oferecer educação sexual aos indivíduos e ausência de aconselhamento parental, sobretudo em famílias de menor renda.
De fato, o Governo não garante ensino de sexualidade de forma abrangente e eficiente, impulsionando o descaso com preservativos e gerando gestações indesejadas na adolescência, que, segundo o Ministério da Educação representa 70% dos registrados. Entretanto, essa realidade vigente atenta contra o Artigo 6º da Constituição Federal, que, dentre outros direitos, assegura o ensino à todos os cidadãos brasileiros. Portanto, tal descaso agrava problemáticas sociais, como o abandono infantil, e demonstra negligência do Estado para com a população e para com os recursos públicos.
Ademais, há, sobretudo em famílias de renda baixa, carência de conversas sobre o assunto das relações sexuais entre pais e filhos, situação essa que que agrava a problemática. Assim, em consonância ao apresentado no documentário nacional “Meninas”, o qual narra a vida de quatro meninas que tiveram seus filhos muito cedo, a ausência parental impulsiona práticas descuidadas e o autodescobrimento manipulado por agentes externos suspeitos. Logo, é de suma importância que os pais reservem algum tempo para se informar e transmitir essa informação aos dependentes.
Infere-se, portanto, a efetiva necessidade de reduzir as situações que promovem a gestação na adolescência. Tendo isso em vista, é de responsabilidade do Governo Federal, instância máxima da administração executiva, promover, por meio do uso de cartilhas e campanhas publicitárias, o acesso à informação, por parte dos pais e filhos, a fim de ampliar os conhecimentos do jovem e as discussões familiares sobre o assunto. Por fim, ter-se-à uma realidade destoante da grega antiga em relação ao número de casos de gravidez na adolescência.