Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/11/2019

Uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial evidenciou que, no Brasil, a cada mil meninas entre 15 e 19 anos cerca de 70 engravidam e no Sudão do Sul, onde o casamento infantil é permitido, são 72. Ambos os dados são bem semelhantes para países com políticas tão distintas, já que no território nacional não é permitido o casamento precoce, dessa forma torna-se claro a problemática envolvendo a gravidez na adolescência, fato intensificado pela a falta de segurança proporcionada às adolescentes e pela a escassez de cuidados dos próprios jovens. Portanto, é de suma importância uma atitude governamental a fim de sanar com esta mazela.

Em primeiro lugar, percebe-se que a carência de segurança disponibilizada às garotas é um fator primordial. Uma notícia publicada pela a folha “Jornal de Brasília” em novembro de 2019 divulgou uma ocorrência de estupro em que o pai engravidou a própria filha de 11 anos, sendo que ele já tinha sido denunciado por maus tratos tempos atrás. Isso demonstra como que é de grande importância intensificar as fiscalizações, visto que se elas funcionassem de forma eficaz este caso de assédio citado anteriormente não teria ocorrido.

Além disso, a falta de atenção dos jovens em relação a eles mesmos é um outro ponto intensificador. Segundo o filósofo Sérgio Buarque de Holanda em sua tese denominada “Homem Cordial”, muitos indivíduos agem na sociedade motivados por emoções e ego, analisando as situações com o senso comum e a realidade experimentada por diversos adolescentes brasileiros é exatamente essa. Apesar da existência dos métodos contraceptivos, eles acabam não os utilizando por falta de uma reflexão relacionada a este impasse, portanto se torna evidente a necessidade da valorização do senso crítico.

Mediante a tal mazela se torna fundamental uma atitude do Estado. O Poder Judiciário deve, a partir da criação e aperfeiçoamento dos órgãos fiscalizadores, aumentar o monitoramento em relação aos casos de assédio com as jovens, evitando assim possíveis outros casos. Além do mais, o Ministério da Educação tem de reforçar os debates acerca deste tema nas escolas, criando mais rodas de conversa e colocando este assunto com mais importância na grade curricular tanto do Ensino Fundamental quanto do Médio, fazendo com que os jovens criem um senso crítico mais aflorado. Seguindo tais passos, a problemática que envolve a gravidez na juventude será apenas um passado infeliz.