Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/04/2020
A Organização Mundial de Saúde (OMS), define a gravidez na adolescência como a gestação que ocorre entre os 10 e 20 anos, sendo apontada como de alto risco, trazendo perigos para mãe e para o recém-nascido. Segundo o relatório de aceleração do progresso para redução da gravidez na adolescência, a taxa brasileira está acima da média latino-americana e caribenha, denotando um grave problema de saúde pública. Destarte, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática atual.
Enraizado em uma cultura notoriamente patriarcal, sexo ainda é um assunto considerado tabu pela maioria das famílias brasileiras. Sobre essa perspectiva, a falta de informação sobre o tema, sobretudo em áreas rurais e periféricas, ocasiona o aumento considerável no número de gravidezes na adolescência. A fase da adolescência tem por característica a impulsividade e a não preocupação com as consequências das atitudes presentes. Enquanto muitas famílias não conversam com os adolescentes e a escola prega orientações puramente cientificamente, isto é, quando orientam, a mídia vende o sexo como mercadoria de consumo, encontrando ávidos fregueses entre os adolescente. Com a globalização, os meios de comunicação são responsáveis por grande parte das informações recebidas pelos jovens, que não tem o necessário discernimento para saber se estão corretas, distorcidas, imprecisa ou incompletas.
Outro ponto relevante,nessa temática,é a omissão familiar que ainda é agente ativo na manutenção e potencialização da gravidez na adolescência frente à sociedade. A gravidez precoce é prejudicial sob o ponto de vista da perspectiva de vida do adolescente. É frequente que a mãe abandone a escola e interrompa definitivamente os estudos, o que é um fator complicador para o futuro. Além disso, uma gestação indesejada, as vezes, é fruto de relações de poder ou casos de violência, o que acaba gerando traumas permanentes.
Torna-se evidente, a necessidade do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação incluir de forma efetiva na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) uma disciplina que ensine sobre educação sexual nas escolas, instruindo e esclarecendo possíveis dúvidas. Desse modo, cabe a escola juntamente com esses profissionais de educação sexual e psicólogos, promover palestras e atividades que englobem toda a comunidade, sobre métodos contraceptivos e temas como a gravidez na adolescência, com o objetivo de diminuir a incidência de casos de gravidezes precoces. Com estas ações, atenuar-se-a em médio e longo prazo, o impacto vivenciado na contemporaneidade.