Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/02/2020

Durante o período anterior a Segunda Guerra Mundial,o mundo assistia ao “Baby Boom” - altos índices de natalidade. Esse cenário era visto como algo normativo devido à submissão da mulher aos desejos de seus parceiros. Essa realidade,no contexto hodierno,já deveria ter sofrido mudanças,tendo em vista os diversos avanços alcançados pelas mulheres. No entanto,nota-se, o aumento expansivo de gravidez na adolescência no brasil,causado tanto pela terceirização da socialização primária como pela ausência de educação sexual nas instituições escolares, o que torna o problema um grande desafio no país.

Em primeiro plano,é elementar debater sobre a importância da socialização primária para o desenvolvimento ético-cívico do adolescente,haja vista que a família é a responsável pelo primeiro contato com a educação e,consequentemente, é a partir dessa que esse deveria conhecer os mecanismos de proteção para futuros empecilhos,como a gravidez precoce.Frente a isso,o pensamento Durkheimiano sobre o meio contribuir para formação social do homem,é comprovado em prática,uma vez que a terceirização da educação familiar impede que os adolescentes sejam instruídos  de maneira correta e busquem informações sobre relações sexuais na prática. Nesse sentido,o tabu imposto diante da sexualidade,deixa os adolescentes a mercê de problemas sociais,por exemplo, a evasão escolar.    Aliado a isso,é importante destacar a falha da escola no processo educativo dos adolescentes,indo,dessa forma,de encontro ao seu  princípio básico, o qual de acordo com a sociologia,é a socialização secundária,pois é notório como essa instituição não estar agindo em meio ao crescimento dos problemas relacionados a sexualidade,neste caso, a gravidez precoce. Segundo a Organização Mundial da Saúde, no ano de 2018, a cada 1000 adolescentes,68,4% ficaram grávidas. Sob essa ótica,vê-se que,por mais alarmante que seja o cenário de gravidez na adolescência,os princípios ideológicos e religiosos,impostos pela sociedade,não deixa a escola agir nesse problema e  isso acarreta,principalmente para os adolescentes com menor escolaridade, um caráter ainda mais estratificador no país verde-amarelo.

Portanto,por ser um problema que afeta o tecido social brasileiro,cabe ao Ministério da Saúde,por meio dos ambulatórios comunitários,promover a integração da medicina familiar,para que a comunidade possa obter um espaço de integração familiar e possa debater,de maneira saudável,sobre sexualidade e suas consequências. Ademais,cabe ao Ministério da Educação,por meio de aulas semanais,garantir eficácia do programa saúde na escola,para que possa ser discutido a educação sexual e os adolescentes sejam instruídos. Depois disso, o “Baby Boom” ficará apenas na história e,por conseguinte, o Brasil possa melhorar as perspectivas de vida para os adolescentes.