Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/02/2020
A adolescência é uma fase muito importante da vida. É a transição entre ser criança e se tornar adulto. Fazem-se decisões importantes ao mesmo tempo em que tudo é brincadeira. Mas, em alguns casos, a adolescência pode ser muito perigosa, nela podem se gerar problemas que não tem mais volta,como a gravidez. Como um jovem pode gerar uma vida se a dele própria ainda não começou?
A gravidez na adolescência é uma realidade muito presente em regiões mais pobres do Brasil, como nas periferias ou favelas, onde não se tem educação de qualidade e muito menos campanhas de conscientização. Mais de 85 mil mulheres entre 15 e 19 anos se tornaram mães no estado de São Paulo em 2014, sendo que 3 mil delas possuía menos de 15 anos.
É uma grande responsabilidade cuidar de uma criança, tanto que, em média, os casais só planejam ter filhos quando se tem estrutura e estabilidade financeira, dentro da idade em que a mulher não está mais em desenvolvimento, e assim, tanto ela quanto o bebê sofrem menos riscos. Uma menina que se torna mãe com menos de 19 anos, quase nunca tem os preparos para criar seu bebê, e por isso, precisa de ajuda da família, que nem sempre dá apoio, e dos amigos.
Além de sofrerem danos físicos, as meninas sofrem psicossocialmente, são julgadas a todo momento pela decisão que tomaram e, mesmo que quisessem, não conseguem terminar a escola como deveriam, e assim, quase nunca conseguem avançar financeiramente e ter um espaço no mercado de trabalho.
As adolescentes grávidas sofrem muito, mas ninguém deveria engravidar por acidente. Jovens de áreas periféricas começam a se relacionar sexualmente com 13 anos em média, e alguns afirmam ter feito “apenas por curiosidade”, por não saberem como funcionava. Pela lógica, se não sabiam o risco que corriam, é trabalho das escolas educar os alunos dos perigos de não usar contraceptivos, afinal, a camisinha por exemplo, não só previne a gravidez, como muitas das doenças sexualmente transmissíveis.
É trabalho do governo implantar a educação sexual e palestras na grade escolar, para que a informação ajude a diminuir as taxas da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis nos jovens. Para as menores de idade grávidas, que não trabalham, ou correm risco, que seja total decisão dela, com suporte dos hospitais públicos, não ter a criança, ou levá-la até a adoção, para que seja criada por uma família estruturada, e a mãe sofra menos e consiga seguir sua vida “normalmente”.