Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/02/2020
Em muitos países, a gravidez na adolescência é um sério problema, e no Brasil não é diferente. Tendo a terceira maior média da América Latina no assunto, ficando atras apenas da Bolívia e Venezuela, o Brasil registra 68,8 de mil meninas que engravidaram, correndo risco de ter diversos problemas, sendo eles físicos, psicológicos e sociais.
Tendo em vista que uma gravidez precoce desestrutura a vida da jovem, interrompendo sua formação educacional e trazendo problemas psicológicos, medidas devem ser tomadas pelo governo para que haja uma diminuição dessa média, começando pela educação sexual nas escolas, que tem que estar presente na vida dos adolescentes entre 13 e 17 anos, pois, segundo a pesquisa feita em 2016 pela USP, do Programa de Sexualidade, é nessa idade que os jovens brasileiros começam a ter relações sexuais e, com investimento nessa área, o conhecimento sobre o assunto viria de especialistas e professores, ao invés da industria pornográfica, que é a principal fonte de informações dos adolescentes nesse quesito. Exemplo disso é a série da Netflix chamada “Sex Education” ou “Educação Sexual” em português, que trata especificamente de como é a vida dos adolescentes em questão das relações sexuais e como é difícil debater sobre esse assunto, retratando um cenário real nas escolas.
A fim de evitar uma gravidez indesejada, a disponibilidade de anticoncepcionais deve ser facilitada e melhorada, com o investimento do governo em organizações que ficariam encarregadas de dar esse atendimento aos jovens brasileiros, ficaria mais fácil e seguro ter métodos contraceptivos, como preservativos, pílulas, injeções e outras opções para prevenção da gravidez, visto que a tentativa de aborto ou complicações no parto é a quinta causa de morte entre adolescentes no Brasil, por eles não quererem ou não terem condição financeira para manter um filho.
Ainda que seja complicado, conscientizar os pais ou responsáveis de que é necessário tomar iniciativa e conversar com seus filhos sobre relações sexuais, mesmo que haja um tabu e seja embaraçoso para ambas as partes, é muio importante porque faz com que o jovem ouça alguém próximo ou de sua confiança e sinta mais seguro sobre seu próprio corpo. Isso se estende ao ambiente escolar, já que parte dos responsáveis dos estudantes vêem como inadequada esse tipo de ensino e preparo nas escolas, sendo prejudicial para o jovem, que necessita de conhecimento sexual para ter consciência de suas próprias ações e evitar consequências futuras.
Dado o exposto, é necessário uma mudança geral nos aspectos mencionados para que, dessa forma, o adolescente brasileiro tenha o suporte ideal sobre relações sexuais, evitando uma gravidez precipitada.